O Microempreendedor Individual (MEI) poderá, em breve, faturar até R$ 140 mil por ano, caso o Projeto de Lei Complementar (PLP) 60/2025 seja aprovado pelo Senado. A proposta, que já recebeu sinal verde da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), ainda passará pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes da votação no plenário.
Fim do limite: senado pode aprovar ‘super mei’ com faturamento anual de r$ 140 mil
Senado aprova PLP que amplia limite do MEI para R$ 140 mil e permite dois funcionários, estimulando formalização e crescimento.
A mudança representa um aumento significativo em relação ao limite atual de R$ 81 mil anuais, abrindo espaço para que pequenos empreendedores expandam seus negócios sem perder os benefícios do regime simplificado.
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Novidades do projeto: mais faturamento e novos direitos

O PLP 60/2025 traz outras alterações importantes além do aumento do limite de faturamento:
- Contratação de até dois funcionários: Hoje, o MEI pode empregar apenas uma pessoa. Com a nova regra, será possível contratar até dois trabalhadores com salário mínimo ou piso da categoria.
- Faixa intermediária de contribuição: Empreendedores que ultrapassarem os R$ 81 mil, mas não excederem os R$ 140 mil, pagarão 8% sobre o salário mínimo como contribuição mensal.
- Correção anual pelo IPCA: O limite de faturamento será ajustado todos os anos de acordo com a inflação, evitando que a alta de preços expulse pequenos negócios do regime MEI.
Segundo os defensores da proposta, essas medidas visam reduzir a informalidade, incentivar a formalização e garantir que o crescimento dos empreendedores não seja penalizado por limitações burocráticas.
Impactos esperados para o empreendedor
Se aprovado, o “super MEI” deve beneficiar milhares de trabalhadores autônomos, principalmente aqueles que já atuam formalmente, mas têm faturamento próximo ao limite atual. Com a ampliação, eles terão mais espaço para investir no negócio, contratar pessoal e aumentar a produção sem enfrentar os trâmites complexos de outros regimes tributários, como o Simples Nacional.
Especialistas apontam que a medida também pode estimular a economia local, ao permitir que pequenos negócios expandam suas operações e aumentem a geração de empregos formais. Além disso, a criação da faixa intermediária ajuda a evitar que empreendedores sejam “desenquadrados” por aumentos inflacionários, garantindo segurança jurídica e financeira.
Desafios e críticas
Apesar das vantagens, há preocupações quanto ao impacto no recolhimento de tributos. Alguns críticos argumentam que a elevação do teto pode gerar perda de arrecadação e exigir ajustes no sistema de fiscalização para evitar fraudes.
Outros especialistas sugerem que será necessário acompanhar a evolução do regime, garantindo que o aumento do limite não comprometa a simplicidade e a atratividade do MEI para novos empreendedores.
Próximos passos no Senado

Após a aprovação na CAS, o PLP 60/2025 seguirá para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será analisado sob a perspectiva fiscal e econômica. Se aprovado, seguirá para votação no plenário do Senado.
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A expectativa é que, com a aprovação do projeto, o MEI se torne uma ferramenta ainda mais estratégica para a formalização de microempresas e para a inclusão de trabalhadores autônomos no mercado formal.
Perspectiva dos microempreendedores
Para muitos MEIs, a proposta é vista como um respiro necessário, especialmente diante da inflação e do aumento do custo de vida. Pequenos empreendedores que já estavam no limite do faturamento veem a medida como uma oportunidade de crescimento sem perder os benefícios do regime simplificado.
Além disso, a possibilidade de contratar um segundo funcionário permite que os negócios expandam suas operações e melhorem a qualidade do serviço, atendendo a uma demanda crescente.
O “super MEI” representa uma mudança histórica para o universo dos microempreendedores individuais no Brasil. Com o aumento do limite de faturamento para R$ 140 mil, a contratação de até dois funcionários e a correção anual pelo IPCA, a medida busca fortalecer a formalização, estimular o crescimento econômico e oferecer segurança para quem depende do MEI para gerar renda.
Se aprovada, a proposta não apenas moderniza o regime, mas também coloca o empreendedor no centro das políticas de desenvolvimento econômico, reconhecendo a importância do pequeno negócio para o crescimento do país.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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