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Senador nega políticas para diminuir juros

Em meio ao conflito entre Lula e o presidente do BC, senador informa que não deve haver políticas para diminuir juros. Entenda!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), comentou nesta segunda-feira (22) que o Congresso Federal não deve realizar nenhuma política com o objetivo de diminuir juros no Brasil.

Segundo Pacheco, as condições econômicas atuais já são necessárias para que o Banco Central do Brasil reveja sua posição acerca da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Atualmente, esse indicador está em 13,75%, patamar mais elevado desde dezembro de 2016.

Coro para diminuir juros

O presidente do Senado também fez questão de afirmar que diminuir os juros é uma necessidade para o avanço nacional. Afinal, de acordo com ele, os patamares atuais da Selic impedem que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desenvolva suas políticas.

Durante um seminário sobre a autonomia do Bacen, promovido pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (22), segundo Pacheco, o ato de diminuir juros não pode “evocar novas reformas”. Simultaneamente, o senador fez questão de afirmar que o contexto atual já favorece a redução da Selic.

Além disso, o presidente do Senado também comentou sobre a autonomia do Bacen: “se foi acertada ou não, no âmbito político, me cabe acreditar em acerto”. Por fim, além da questão de diminuir juros, Pacheco informou que o arcabouço fiscal deve ser votado nesta semana.

Senador se opõe ao presidente do BC

Antes de Pacheco se pronunciar sobre a diminuição de juros, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, se apresentou no evento. O chefe do BC é um dos principais atores dentro do confronto entre o governo e o Banco Central.

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Não à toa, Lula e Campos Neto já utilizaram a mídia para tecer críticas sobre o posicionamento de cada um em relação à Selic.

Enquanto isso, Pacheco entende como “justificado” o descontentamento do presidente da República. Segundo o líder do Senado: “Deve haver sensibilidade social do Banco Central para as necessidades mais prementes do Brasil”.

Imagem: Mircea Moira/shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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