A revista VEJA teve acesso aos documentos que detalham como seria realizado o sequestro de Sérgio Moro. O plano seria executado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC), no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Sequestro de Sérgio Moro: plano é revelado
A operação seria realizada pelo PCC, mas foi interceptada pela Polícia Federal; Moro foi observado desde o início de 2022. Veja detalhes!
O objetivo do grupo era raptar o senador para iniciar uma negociação com a Polícia Federal. Moro seria solto se Marcos Camacho, o Marcola, também fosse liberado. Atualmente, o chefe do grupo está preso em um presídio de segurança máxima de Brasília.
Entenda o plano
O grupo criminoso tentou realizar o sequestro por duas vezes. Para organizar a primeira tentativa, os integrantes alugaram uma casa de difícil acesso, localizada a 48 quilômetros de Curitiba, no Paraná. Assim, para chegar até a propriedade, é preciso dirigir 18 quilômetros por uma estrada de terra batida, com pouca movimentação.
A residência tem um muro de três metros de altura, cercado por arame farpado. A vizinha mais próxima fica a 200 metros de distância. Não há telefone nem móveis na casa.
Em poucos dias, o PCC mobilizou pessoas, equipamentos, carros e dinheiro para financiar a operação. Os participantes seguiram o senador, desde o início de 2022, observando onde ele morava e a rotina dele e de sua família.
O sequestro seria feito no dia 30 de outubro, no segundo turno das eleições. Integrantes do PCC iriam raptar o senador após ele deixar o local de votação, no Clube Duque de Caxias, em Curitiba. Nesse período, Sérgio Moro estava sem sua escolta policial.
Operação frustrada
No entanto, a operação, orquestrada por duas vezes, não teve sucesso. Isso porque, o grupo foi descoberto em um condomínio em Curitiba, pelos próprios moradores. Diante da grande circulação de veículos, os condôminos acionaram a polícia para investigar a identidade das pessoas no local. Ao saberem das denúncias, os integrantes do PCC fugiram e abortaram o plano.
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O PCC tentou sequestrar Moro novamente, em novembro. Mas um próprio membro da facção foi responsável por salvar o senador.
Ameaçado de morte por integrantes relevantes do PCC, o rapaz procurou o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), pedindo proteção. Em troca, ele detalhou informações do plano para raptar o senador, que foi impedido pela Polícia Federa ao realizar a prisão dos envolvidos.
Imagem: Agência Brasil/ Marcello Casal Jr
