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Servidores do Banco Central anunciam paralisação

Os servidores do Banco Central decidiram paralisar as operações para reivindicar reajuste salarial para a categoria. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Foto ampla do prédio do Banco Central do Brasil, com árvores e outras construções menores ao redor.

Na última quarta-feira (7), o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) decidiu que a categoria irá realizar paralisações parciais nos dias 13 e 15 de junho.

Segundo o órgão, isso ocorre devido à “desfaçatez” com que o governo tem tratado os servidores da autoridade monetária, principalmente a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ester Dweck.

De acordo com o Sinal, Dweck não participa das reuniões de técnicos com a categoria e, embora tenha entregue as reivindicações dos servidores há 6 meses, a ministra alega não saber das demandas dos funcionários. Entenda melhor a seguir.

Greve no Banco Central

Por meio de um comunicado, o sindicato afirma que se a ministra Esther Dweck continuar ignorando as reivindicações dos servidores, além da paralisação dos dois dias, será adotada a Operação Padrão, que pode trazer grandes impactos sobre os serviços do Banco Central.

Em 2022, os servidores do Banco Central realizaram uma greve de cerca de 2 meses, de abril a julho, na qual cobraram que houvesse reajuste salarial corrigido pela inflação dos últimos anos. No entanto, devido a restrições orçamentárias, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) não deu o reajuste à categoria.

Atraso em documentos importantes

Caso o movimento de greve se repita, como aconteceu em 2022, a divulgação de diversos documentos importantes de índices econômicos e financeiros pode ser prejudicada, como ocorreu no ano passado quando houve atraso na publicação dos seguintes resultados:

  • Saldo da Caderneta de Poupança;
  • Fluxo cambial;
  • Estatísticas de crédito;
  • Saldo das contas externas;
  • Resultado primário do setor público consolidado;
  • Estimativas do mercado por meio do Boletim Focus.

Reajuste salarial

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Em fevereiro deste ano, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reuniu-se com ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender o reajuste salarial para os servidores da entidade. 

Segundo fontes do governo, o executivo, para valorizar a categoria, listou uma série de entregas feitas pela autoridade monetária, como o Pix – que teve uma alta adesão em pouco tempo.

Além disso, Campos Neto relembrou que, recentemente, as carreiras do Legislativo e do Judiciário foram contempladas com aumentos.

Imagem: Rafastockbr / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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