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Servidores ficam indignados com a redução do prazo de salário-maternidade

Funcionárias da Prefeitura expressam descontentamento em relação à redução do prazo do salário-maternidade. Entenda.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira2 min de leitura
imagem de uma profissional grávida enquanto trabalha em escritório licença-maternidade

Uma decisão recente da Câmara dos Vereadores de Mesquita está causando insatisfação entre as funcionárias da Prefeitura. O benefício do salário-maternidade, que antes era concedido por 180 dias, foi reduzido para 120 dias, atendendo ao pedido do prefeito Jorge Miranda do partido PSDB.

Mulheres que já usufruíram de todo o período do benefício, se sentem prejudicadas por essa medida, considerando-a um retrocesso nos direitos das servidoras públicas.

O salário-maternidade é uma conquista importante para garantir que as mães tenham um período adequado para cuidar e se adaptar à nova rotina com seus bebês. Confira a matéria.

Como funciona o salário maternidade?

O salário-maternidade é um benefício garantido às mulheres que contribuem para a previdência social e se encontram em período de gestação ou pós-parto. Assim, ele tem o objetivo de proporcionar suporte financeiro durante esse período em que a mulher precisa se dedicar ao cuidado do filho recém-nascido.

É importante ressaltar que, existem diferenças entre o salário-maternidade e a licença-maternidade. A licença-maternidade é o período em que a mulher tem direito a se ausentar do trabalho, sem prejuízo do emprego e do salário, para cuidar do filho.

Já o salário-maternidade, é o valor financeiro que é pago à segurada da previdência social durante o período da licença. Ele começa a ser pago a partir de 28 dias antes do parto.

O valor do salário-maternidade para a segurada empregada corresponde à sua remuneração integral, ou seja, a mulher receberá um benefício equivalente ao seu salário durante esse período.

Servidoras comentam e criticam a mudança

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Algumas servidoras argumentam que essa redução contradiz as orientações do Ministério da Saúde, que recomenda a amamentação exclusiva até os 6 meses. Elas afirmam que, esse período é essencial para garantir a saúde e o desenvolvimento adequado dos bebês.

Além disso, outras funcionárias também expressaram seu descontentamento com essa medida, considerando-a um retrocesso, que vai contra as conquistas das mulheres que trabalham e são mães. Dessa forma, elas também alegam que a redução do período do salário-maternidade pode prejudicar a saúde física e emocional das mães, bem como o vínculo com seus filhos recém-nascidos.

Diante das críticas e preocupações levantadas pelas funcionárias, a assessoria da Prefeitura informou que a legislação do salário-maternidade está passando por revisão e uma nova publicação será feita em breve.

Imagem: Syda Productions / Shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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