O setor de serviços brasileiro segue demonstrando resiliência e recuperação consistente nos últimos anos. De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados no país em abril de 2026 operava apenas 0,3% abaixo do recorde histórico registrado em outubro de 2025.
Serviços estão 19,9% acima do nível pré-pandemia, aponta IBGE
Setor de serviços no Brasil cresce, fica perto do recorde e supera nível pré-pandemia, segundo dados atualizados do IBGE.
O resultado reforça a importância do setor de serviços na economia brasileira, responsável por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o próprio IBGE. A atividade inclui desde transporte e comunicação até serviços prestados a famílias, empresas e administração pública.
Leia mais:
IBGE vive momento delicado após decisões da presidência

O que explica o desempenho do setor de serviços?
O crescimento recente do setor está associado a uma combinação de fatores econômicos e estruturais, como o avanço do consumo das famílias, a digitalização de serviços e a retomada gradual de atividades presenciais no pós-pandemia.
Além disso, a estabilidade do mercado de trabalho em setores urbanos contribui para a sustentação da demanda por serviços.
Crescimento mensal em abril
Em abril de 2026, o volume de serviços registrou alta de 1,2% em relação a março, sinalizando uma recuperação contínua após oscilações pontuais observadas ao longo dos últimos meses.
Esse avanço reforça a tendência de manutenção do setor em patamares elevados, próximos ao recorde histórico.
Setores que mais se aproximam dos recordes históricos
Embora o agregado geral esteja próximo do pico, os segmentos internos do setor apresentam desempenhos diferentes, com alguns já próximos de máximas históricas e outros ainda em recuperação.
Informação e comunicação quase no recorde
O segmento de serviços de informação e comunicação opera apenas 0,1% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2026.
Esse setor inclui atividades como:
- Telecomunicações
- Desenvolvimento de software
- Serviços de tecnologia da informação
- Plataformas digitais
O avanço reflete a forte digitalização da economia brasileira, impulsionada pela expansão do trabalho remoto e da demanda por soluções tecnológicas.
Transportes ainda abaixo do pico de 2023
O setor de transportes opera 4,7% abaixo do recorde registrado em março de 2023.
Apesar disso, o segmento segue em patamar elevado, impulsionado pelo crescimento do e-commerce, da logística urbana e do transporte de cargas.
Serviços prestados às famílias ainda em recuperação
Um dos segmentos mais afetados pelas oscilações econômicas dos últimos anos é o de serviços prestados às famílias.
Atualmente, o setor opera 4,7% abaixo do pico registrado em outubro de 2013.
Esse grupo inclui atividades como:
- Restaurantes e alimentação fora do lar
- Hospedagem e turismo
- Serviços pessoais e lazer
Mesmo abaixo do recorde histórico, o setor já superou os impactos da pandemia e apresenta recuperação consistente.
Outros serviços ainda distantes do auge
O segmento de “outros serviços” permanece 12,4% abaixo do auge registrado em janeiro de 2012.
Esse grupo inclui atividades diversas, como serviços financeiros auxiliares, manutenção e serviços não classificados em categorias principais.
Apesar da distância do pico histórico, o setor vem mostrando estabilidade após anos de baixo crescimento.
Serviços profissionais e administrativos seguem em expansão
Os serviços profissionais, administrativos e complementares operam atualmente 3% abaixo do recorde de dezembro de 2014.
Esse segmento inclui:
- Consultorias empresariais
- Serviços administrativos terceirizados
- Apoio operacional a empresas
O setor é fortemente ligado ao desempenho do mercado corporativo e tende a acompanhar ciclos de investimento das empresas.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Comparação com o período pré-pandemia
Um dos dados mais relevantes da pesquisa do IBGE é a comparação com fevereiro de 2020, último mês antes do agravamento da crise sanitária no Brasil.
No geral, o setor de serviços está atualmente 19,9% acima daquele patamar, o que demonstra uma recuperação robusta e sustentada.
Destaques da recuperação pós-pandemia
Alguns segmentos se destacam ainda mais:
- Informação e comunicação: 38,7% acima do nível pré-pandemia
- Serviços profissionais e administrativos: 22,0% acima
- Transportes: 19,1% acima
- Serviços prestados às famílias: 6,9% acima
- Outros serviços: 1,5% acima
Esses números mostram que a recuperação não apenas recompôs as perdas da crise sanitária, mas também expandiu a atividade em diversos segmentos.
O papel do setor de serviços na economia brasileira
Segundo o IBGE e o Ministério da Fazenda, o setor de serviços é o principal motor da economia brasileira, representando cerca de sete em cada dez reais produzidos no país.
Ele inclui atividades essenciais para o funcionamento da economia, como:
- Comércio e logística
- Tecnologia e comunicação
- Serviços financeiros
- Turismo e alimentação
Por ser altamente diversificado, o setor tende a responder rapidamente a mudanças no consumo das famílias e no ambiente econômico.
O que esperar para os próximos meses?

A tendência do setor de serviços dependerá de fatores como:
- Evolução da inflação e do poder de compra das famílias
- Taxa de juros e crédito disponível
- Desempenho do mercado de trabalho
- Avanço da digitalização e automação
Economistas apontam que, caso o consumo continue estável e o crédito mantenha condições favoráveis, o setor pode se manter próximo do recorde histórico nos próximos meses.
Imagem: Reprodução
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
