Depois da confusão envolvendo a taxação de produtos no Brasil, a Shein está mais uma vez sob os holofotes de um governo. Agora, a varejista chinesa chamou a atenção de algumas entidades dos Estados Unidos após ter manifestado o desejo de abrir seu capital através de uma IPO (Oferta Pública Inicial).
Shein está na mira dos EUA sob graves acusações
Após manifestar seu interesse em entrar no mercado de ações, a Shein passou a ser alvo de investigações no país. Saiba mais.
As IPOs são um processo pelo qual as empresas passam para tornar o seu capital aberto. Elas são uma espécie de oferta especial, em que as ações de uma companhia são vendidas pela primeira vez.
Os rumores envolvendo a entrada da marca no mercado de ações fizeram com que a Shein e outros e-commerces chineses se tornassem alvos de investigação no país. O assunto chegou, inclusive, a ser discutido no Congresso Americano.
Possíveis violações são investigadas
A Comissão de Revisão Econômica e de Segurança entre EUA e China (USCC) divulgou recentemente um documento com informações sobre companhias de comércio eletrônico da China, focando especialmente na Shein.
No relatório, a USCC afirma que essas empresas operam atividades de trabalho forçado, além de violar propriedade intelectual de terceiros.
Essas alegações não são de hoje. Há alguns meses, a Shein é alvo de acusações e críticas sobre as más condições de trabalho nas fábricas de fornecedores. Além disso, diversas pessoas nas redes sociais já apontaram para questões de direitos autorais, violados pela marca.
EUA tem proibição que pode barrar a IPO
Um dos locais onde há denúncias de trabalho análogo à escravidão é a região chinesa de Xinjiang. Os Estados Unidos aprovaram, em junho do ano passado, uma legislação que diz respeito exatamente ao lugar.
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A Lei Uigur de Prevenção ao Trabalho Forçado proíbe no país a importação de mercadorias produzidas em Xinjiang, local de origem do grupo étnico Uigur. Se comprovada a existência de uma relação comercial da Shein com fornecedoras da região, o movimento da IPO pode ser interrompido.
A marca já declarou, anteriormente, que suas operações nos Estados Unidos estão alinhadas com essa lei, e que exige dos fornecedores que o algodão seja comprado de regiões aprovadas, como Brasil, Índia e Austrália.
Imagem: II.studio / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
