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Shein, Shopee e AliExpress negam irregularidades com impostos após Haddad anunciar taxação

Após a taxação de Haddad, grandes varejistas se defendem e negam irregularidades. Confira o posicionamento das empresas.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Celulares com aplicativo de varejistas internacionais abertos

Recentemente, a Shein, Shopee e AliExpress foram protagonistas de uma grande polêmica, já que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que quer fortalecer o combate à sonegação de impostos entre os comércios eletrônicos. 

Essa medida afeta diretamente as grandes varejistas citadas, que são empresas asiáticas que fazem muito sucesso no Brasil devido ao preço mais acessível. Os consumidores também se sentiram afetados e lamentaram nas redes sociais o possível aumento de preços. 

Diante de toda a situação, as instituições se pronunciaram. Confira o posicionamento de cada e-commerce a seguir.

Qual foi o posicionamento da Shein, Shopee e AliExpress? 

Diante da medida de taxação de tributos do Haddad, veja qual foi o pronunciamento de cada uma das varejistas a seguir.

AliExpress

A companhia destacou que tem como objetivo conectar compradores e vendedores em todo o mundo, e que a lei de cada país é uma prioridade. 

Além disso, o AliExpress disse que tem compromisso em fornecer aos brasileiros produtos de qualidade, bem como “participar ativamente no desenvolvimento da economia digital local”. 

Shein

A grande varejista chinesa destacou, em nota, que está de acordo com as leis brasileiras. Assim como o AliExpress, a companhia salientou o compromisso em entregar produtos de qualidade aos clientes por um preço acessível. 

Outro ponto abordado na nota é que a Shein “não mede esforços para empoderar comunidades locais, tanto econômica como socialmente”. 

Shopee

Diferentemente das outras duas varejistas, a Shopee destacou que essa taxação mais rígida pode comprometer os negócios. Isso porque a companhia foca em conectar vendedores e consumidores brasileiros, pensando nas empresas nacionais. 

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A nota ainda salienta que a Shopee é “completamente diferente de uma plataforma focada em venda internacional” e que mais de 85% das compras são de vendedores nacionais, com registro de CNPJ. 

Qual o intuito das novas taxas? 

O intuito dessa taxação mais rígida é arrecadar mais dinheiro, visto que a gestão Lula busca maneiras de aumentar a arrecadação de tributos para diminuir impactos negativos na economia brasileira, como a Selic (taxa básica de juros). 

Dessa forma, taxar essas grandes varejistas pode gerar um lucro entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões ao Estado. Vale destacar que essa medida responde a um pedido de lojas brasileiras, já que essas empresas têm reclamado da concorrência desigual com os produtos vindos da Ásia. 

Um dos pontos destacados pelos empreendedores é que nem sempre a Shopee, Shein e AliExpress pagam os impostos, o que lhes confere grande vantagem. De acordo com o próprio ministro da Fazenda, essa estrada de produtos é irregular, já que não há pagamento de impostos. 

Imagem: Sulastri Sulastri, sdx15 e BigTunaOnline / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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