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Shoppings seguem fortes mesmo com juros altos e avanço do e-commerce; entenda por quê

Mesmo com juros altos e avanço do e-commerce, shoppings seguem fortes no Brasil. Entenda por que o setor continua relevante.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
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Apesar do avanço acelerado do comércio eletrônico e de um cenário econômico marcado por juros elevados, os shoppings centers seguem mostrando resiliência no Brasil. Dados do setor e análises de gestores indicam que esses empreendimentos não apenas sobreviveram a crises recentes, como também se reinventaram para manter relevância.

Segundo especialistas, o segredo está na combinação entre experiência física, integração com o digital e eficiência operacional — fatores que têm garantido a sustentabilidade do modelo.

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Setor de shoppings mostra recuperação após crises

Nos últimos anos, os shoppings enfrentaram desafios significativos, como:

  • Crise econômica a partir de 2014;
  • Instabilidade política;
  • Impactos severos da pandemia de Covid-19;
  • Alta da taxa básica de juros (Selic).

Mesmo diante desse cenário, o setor conseguiu se recuperar. Hoje, a taxa média de ocupação dos shoppings no país gira em torno de 95%, indicando forte retomada das atividades.

Além disso, entre 2022 e 2025, muitos empreendimentos registraram crescimento operacional de dois dígitos, reforçando a capacidade de adaptação.

Juros altos ainda impactam o consumo

O cenário atual de juros elevados, com a taxa Selic em patamares altos, influencia diretamente o comportamento do consumidor.

Como os juros afetam os shoppings

  • Redução do crédito disponível;
  • Queda no consumo de bens duráveis;
  • Maior cautela das famílias com gastos.

Mesmo assim, os shoppings têm conseguido manter fluxo consistente de visitantes, especialmente por oferecerem mais do que apenas compras.

E-commerce deixou de ser ameaça e virou aliado

Durante anos, o crescimento do comércio eletrônico foi visto como um risco para os shoppings. No entanto, essa percepção mudou.

Hoje, o e-commerce é considerado complementar ao varejo físico.

Estratégias que integram físico e digital

  • Pickup in store: compra online com retirada na loja;
  • Ship from store: envio direto a partir do estoque da loja física;
  • Integração de estoques entre canais;
  • Experiência omnichannel.

Essa combinação permite que lojas aumentem vendas e otimizem operações.

A nova função dos shoppings: experiência e convivência

Mais do que centros de compras, os shoppings passaram a atuar como espaços de convivência, lazer e serviços.

O que mudou nos últimos anos

  • Ampliação de áreas gastronômicas;
  • Espaços de entretenimento;
  • Serviços de saúde e bem-estar;
  • Eventos culturais e esportivos.

Um exemplo curioso é o uso de estacionamentos para atividades como beach tennis ou áreas recreativas, aumentando o tempo de permanência do consumidor.

Investimentos (capex) são essenciais para o futuro

Para manter a competitividade, os shoppings precisam investir constantemente em melhorias — o chamado capex (capital expenditure).

Onde os investimentos estão sendo aplicados

  • Modernização de infraestrutura;
  • Tecnologia e digitalização;
  • Sustentabilidade;
  • Experiência do cliente.

Embora esses investimentos possam reduzir lucros no curto prazo, são considerados fundamentais para garantir crescimento no longo prazo.

Shoppings vs fundos imobiliários: qual vale mais a pena?

O bom desempenho dos shoppings também reacendeu o interesse de investidores, especialmente na comparação com fundos imobiliários (FIIs).

Vantagens dos shoppings

  • Receita recorrente com aluguéis;
  • Participação nas vendas dos lojistas;
  • Potencial de valorização dos ativos.

Pontos de atenção

  • Sensibilidade ao consumo;
  • Necessidade constante de investimentos;
  • Impacto dos juros no valuation.

Empresas como a Allos têm apostado em dividendos elevados e renda recorrente para atrair investidores.

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Por que o consumidor ainda prefere o shopping

Mesmo com a facilidade das compras online, o shopping oferece vantagens que o digital não consegue substituir completamente.

Principais diferenciais

  • Experiência sensorial (ver, tocar, experimentar);
  • Segurança e conforto;
  • Opções de lazer e alimentação;
  • Socialização.

Para muitas famílias brasileiras, o shopping continua sendo um destino de lazer — não apenas de consumo.

Tendências para os próximos anos

O futuro dos shoppings no Brasil deve seguir algumas tendências claras:

Integração total com o digital

A estratégia omnichannel deve se consolidar como padrão no varejo.

Foco em experiência

Espaços mais interativos, personalizados e voltados ao entretenimento.

Sustentabilidade

Investimentos em eficiência energética e redução de impactos ambientais.

Diversificação de serviços

Inclusão de clínicas, academias, coworkings e serviços públicos.

Considerações finais

Mesmo diante de juros altos e do crescimento do e-commerce, os shopping centers seguem relevantes no Brasil graças à sua capacidade de adaptação. Ao evoluírem de centros comerciais para espaços de experiência e convivência, esses empreendimentos mantêm seu papel central no cotidiano dos consumidores.

A integração com o digital, aliada a investimentos constantes e foco no cliente, mostra que o setor não apenas resistiu às mudanças — mas encontrou novas formas de crescer.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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