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Shoppings analisam ajustes de horário diante da baixa demanda

Shoppings enfrentam queda de público e vendas no Brasil. Veja causas, impacto do online e mudanças discutidas pelo setor.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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Os shoppings centers brasileiros vivem um momento de transformação. Dados recentes mostram queda no fluxo de visitantes e perda de força nas vendas, pressionando lojistas a repensar estratégias e até o horário de funcionamento.

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers, houve redução nas visitas mensais desde o período pré-pandemia, refletindo uma mudança no comportamento do consumidor.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado do comércio online tem alterado profundamente o cenário do varejo no país.

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Comércio online cresce e desafia os shoppings

Um dos principais fatores por trás da queda nos shoppings é o avanço das compras pela internet.

Crescimento do e-commerce

Dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e Ecommerce indicam que o comércio online movimentou cerca de R$ 235,5 bilhões, com crescimento expressivo nos últimos anos.

Hoje:

  • O online já supera as vendas em shoppings
  • Consumidores priorizam praticidade e preço
  • A comparação de produtos ficou mais fácil

Esse cenário reduz a necessidade de deslocamento até lojas físicas.

Mudança de comportamento do consumidor

A pandemia acelerou uma transformação que já estava em curso.

Novos hábitos

  • Preferência por compras digitais
  • Busca por preços mais baixos
  • Redução de gastos com transporte e alimentação fora de casa

Além disso, fatores econômicos influenciam diretamente o consumo.

Juros altos e endividamento afetam vendas

O contexto macroeconômico também pesa no desempenho dos shoppings.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o aumento da inadimplência e dos juros reduz o poder de compra da população.

Impacto direto

  • Menor consumo de bens duráveis
  • Redução de compras por impulso
  • Prioridade para gastos essenciais

Como os shoppings dependem de vendas de produtos não essenciais, o impacto é ainda maior.

Fechamento de lojas e reestruturação do setor

Empresas já começam a ajustar suas operações.

Um exemplo é a redução no número de lojas físicas de grandes redes, que optam por manter menos unidades, mas com maior faturamento por ponto.

Tendência observada

  • Fechamento de lojas menos rentáveis
  • Foco em unidades mais estratégicas
  • Otimização de custos

Esse movimento é chamado por especialistas de “depuração do varejo”.

Queda nas vendas reais preocupa lojistas

Mesmo quando o faturamento nominal cresce, o cenário não é positivo.

Dados relevantes

  • Crescimento nominal das vendas: cerca de 4,2%
  • Queda real (descontada a inflação): cerca de 25%

Isso indica perda efetiva de poder de compra dentro dos shoppings.

Shoppings buscam novas estratégias para atrair público

Diante do cenário desafiador, o setor busca alternativas para se reinventar.

Novas apostas

  • Expansão da área gastronômica
  • Realização de eventos e experiências
  • Inclusão de serviços (academias, clínicas, coworking)
  • Busca por novas lojas âncora

A ideia é transformar o shopping em um espaço de convivência, não apenas de compras.

Horário de funcionamento entra em debate

Uma das discussões mais recentes envolve o horário de funcionamento dos shoppings.

Propostas em análise

  • Abrir mais cedo
  • Fechar mais cedo
  • Reduzir funcionamento em dias específicos

Alguns lojistas defendem que o modelo atual não reflete mais o comportamento do consumidor.

Relação com a escala de trabalho

A possível redução de horário também se conecta ao debate sobre a escala 6×1, comum no varejo.

Mudanças podem:

  • Reduzir custos com pessoal
  • Melhorar condições de trabalho
  • Ajustar o funcionamento à demanda real

O impacto do home office no fluxo

Outro fator que influencia o movimento é o modelo de trabalho híbrido.

Efeitos observados

  • Menor circulação em dias úteis
  • Redução de público às sextas-feiras
  • Mudança no horário de maior movimento

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Mesmo com o retorno gradual ao presencial, o comportamento não voltou ao padrão anterior.

Cinemas perdem força como âncora

Os cinemas, tradicionalmente grandes atrativos dos shoppings, também enfrentam queda de público.

Segundo a Agência Nacional do Cinema:

  • O número de espectadores caiu significativamente desde 2019
  • Serviços de streaming mudaram o consumo de conteúdo

Isso reduz o fluxo indireto de clientes nas lojas.

Diferenças regionais no desempenho dos shoppings

A crise não afeta todas as regiões da mesma forma.

Cenário no Brasil

  • Nordeste apresenta crescimento
  • Sul e Sudeste enfrentam maior queda
  • Shoppings voltados à alta renda resistem melhor

Isso mostra que o impacto depende do perfil econômico local.

Lojas de rua ganham espaço

Enquanto os shoppings perdem fluxo, o comércio de rua tem desempenho mais estável.

Motivos

  • Compras por necessidade
  • Maior conveniência
  • Menor custo para o consumidor

Esse movimento reforça a mudança estrutural no varejo.

O futuro dos shoppings no Brasil

Especialistas apontam que o setor precisa se reinventar para continuar relevante.

Possíveis caminhos

  • Integração com o digital (omnicanalidade)
  • Experiências diferenciadas
  • Redefinição do papel do shopping

O modelo tradicional, baseado apenas em lojas, tende a perder espaço.

Conclusão: setor vive transformação estrutural

A queda de público e vendas nos shoppings não é apenas um efeito momentâneo, mas parte de uma transformação mais ampla no varejo brasileiro.

Com o avanço do comércio online, mudanças no comportamento do consumidor e desafios econômicos, o setor precisa se adaptar rapidamente.

O futuro dos shoppings dependerá da capacidade de inovação e da criação de novas experiências que voltem a atrair o público.

Mais do que centros de compras, os shoppings terão que se reinventar como espaços de convivência, serviços e entretenimento.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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