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Simulador de escravidão: saiba tudo sobre o app que foi APROVADO e REMOVIDO pelo Google

O jogo Simulador de Escravidão já contava com mais de 1 mil downloads feitos por usuários. Entenda o caso

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Lupa evidenciando buscador do Google.

Neste sábado (27), o Google removeu um jogo da desenvolvedora Magnus Games chamado “Simulador de Escravidão”. De acordo com o Google, o banimento ocorreu na última quinta-feira (25). O jogo permitia que os usuários comercializassem escravos, aplicassem castigos e se enriquecerem do trabalho dos personagens escravizados. Além disso, os jogadores ainda tinham de ter de evitar fugas e rebeliões.

Entenda o caso e veja o que disse o Google a respeito da aprovação e remoção do conteúdo das plataformas de download. 

Simulador de Escravidão contava com mais de mil downloads

Ainda que seja um absurdo, o jogo Simulador de Escravidão já contava com mais de mil downloads após o lançamento, em 20 de abril. Contudo, após a repercussão, o Google removeu o aplicativo da loja Play Store. De acordo com a empresa, ela conta com políticas que têm como objetivo a segurança dos usuários. 

No entanto, ainda que tenha removido o jogo Simulador de Escravidão, a principal questão é: Por que o Google o autorizou? Diante disso, a Educafro Brasil entrou com uma ação na Justiça pedindo R$ 100 milhões de indenização do Google pela disponibilização do aplicativo na plataforma.

“Chega a ser inacreditável que, em pleno ano de 2023, a população negra, não só do Brasil, mas de todos os países onde o fato repercutiu, a testemunhar a maior empresa de tecnologia do mundo inteiro auferir com racismo explícito e clara apologia à escravidão, violência física, verbal e sexual de pessoas negras como forma de entretenimento”, como consta na ação movida pela Educafro.

Posicionamento do Google

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Em meio a repercussão, críticas e processos sobre o Simulador de Escravidão, o Google se pronunciou sobre o caso dizendo não permitir aplicativos que gerem “violência ou incitem ódio contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, ou que retratem ou promovam violência gratuita ou outras atividades perigosas.”

Além disso, a empresa afirmou que os usuários que encontrarem aplicativos que vão contra essa política podem denunciar à plataforma. “Quando identificamos uma violação de política, tomamos as ações devidas. E, em casos graves, podemos tomar medidas mais rígidas, incluindo proibir o desenvolvedor de publicar novos aplicativos no Google Play”, informou o Google em nota.

Imagem: pixinoo / Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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