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Como funciona o sistema de 10 pontos da nova prova da CNH?

Entenda como funciona o sistema de 10 pontos da nova prova da CNH, regras de infrações e mudanças no exame prático em todo o Brasil.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
CNH

O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV) trouxe alterações significativas para a prova prática da CNH, buscando padronizar os exames em todo o país. Entre as principais mudanças estão:

  • Fim da baliza como etapa obrigatória, mas ainda possível de ser aplicada;
  • Introdução do sistema de 10 pontos para avaliação de infrações;
  • Inclusão de manobras de estacionamento no trajeto;
  • Proibição de rodovias, estradas e vias expressas no exame.

Essas mudanças refletem a tentativa de tornar a prova mais realista, avaliando habilidades de condução em situações cotidianas e reduzindo reprovações por detalhes técnicos isolados.

Como funciona o sistema de 10 pontos?

Leia mais: CNH: custo, carga horária e exigências em análise

O sistema de pontos classifica as infrações cometidas durante a prova prática, e o candidato é aprovado apenas se não ultrapassar 10 pontos. Antes, certas infrações graves levavam à reprovação imediata. Agora, mesmo que uma infração grave ocorra, o candidato pode continuar a prova, desde que a soma total não ultrapasse o limite.

Classificação das infrações

As infrações são divididas em quatro categorias, cada uma com pontuação diferente:

  • Infrações leves: 1 ponto
  • Infrações médias: 2 pontos
  • Infrações graves: 4 pontos
  • Infrações gravíssimas: 6 pontos

Por exemplo, se um candidato cometer duas infrações médias (2 pontos cada) e uma grave (4 pontos), a soma total será 8 pontos, ainda dentro do limite permitido. Se outra infração leve ocorrer, os 10 pontos serão atingidos, resultando em reprovação automática.

Impacto das mudanças

O novo sistema permite que a avaliação seja mais flexível, considerando o contexto das manobras e reduzindo penalizações exageradas. Ele também proporciona mais oportunidades de aprendizado durante a prova, já que o candidato pode cometer pequenos erros sem ser automaticamente eliminado.

Principais alterações no exame prático

Além do sistema de 10 pontos, outras mudanças impactam diretamente o candidato:

Estacionamento integrado ao trajeto

O estacionamento deixa de ser uma etapa isolada. Agora, manobras como parar o veículo em vagas delimitadas fazem parte do percurso do exame. Avalia-se não apenas a execução da manobra, mas também a análise do candidato ao escolher a vaga, considerando:

  • Volume de circulação de veículos;
  • Presença de pedestres e usuários vulneráveis;
  • Condições de visibilidade;
  • Sinalização;
  • Restrições locais.

Baliza opcional e vagas maiores

A baliza não é mais obrigatória, mas pode ser aplicada quando necessário, principalmente em vagas apertadas. As dimensões das vagas foram ampliadas em 50% do tamanho do veículo, garantindo mais espaço para manobras. Por exemplo, um carro de 4,5 m de comprimento terá uma vaga de 6,75 m.

Mais tempo para concluir manobras

O candidato não possui tempo máximo fixo para finalizar o estacionamento, mas deve completar o trajeto em tempo razoável. Caso não consiga, o preposto pode registrar a ocorrência para análise da comissão de avaliação.

Primeiro reteste gratuito

Se houver reprovação, o candidato tem direito a um novo teste gratuito, podendo ser realizado no mesmo dia, caso a agenda permita. Essa medida reduz custos e ansiedade, incentivando aprendizado e correção de erros.

Veículo do candidato

O exame pode ser feito em carro próprio, manual ou automático. O candidato é responsável pela preparação do veículo, enquanto o órgão de trânsito deve garantir que veículos fornecidos estejam em conformidade com normas de segurança e funcionamento.

Avaliadores e papéis definidos

O manual define claramente os papéis durante a prova:

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  • Preposto: acompanha o candidato, dá instruções e garante segurança;
  • Comissão de Exame de Direção Veicular: banca avaliadora que decide o resultado final, composta por três servidores qualificados.

Trajeto progressivo e ambiente real

O percurso deve refletir situações reais de trânsito, evitando armadilhas ou obstáculos artificiais que aumentem a reprovação de forma injusta. A ideia é permitir que o candidato evolua gradualmente, mesmo sob estresse da avaliação.

Proibição de certos locais

Rodovias, estradas, vias expressas, túneis, pontes, viadutos, travessias ferroviárias e áreas com alta concentração de veículos pesados estão proibidos no exame. A medida busca reduzir riscos e evitar surpresas que não foram previstas no treinamento.

FAQ

1. O que é o sistema de 10 pontos na prova da CNH?
É um sistema de avaliação onde infrações cometidas durante a prova prática recebem pontos. O candidato é reprovado se a soma ultrapassar 10 pontos.

2. A baliza ainda é obrigatória?
Não. A baliza deixou de ser obrigatória, mas pode ser aplicada quando necessário, principalmente em vagas apertadas.

3. O candidato pode usar o próprio carro na prova?
Sim, o exame pode ser realizado em carro do candidato, manual ou automático, desde que esteja em condições de uso e um instrutor autorizado esteja presente.

4. Qual a diferença entre o preposto e a comissão de avaliação?
O preposto acompanha o candidato durante a prova e garante segurança. A comissão avalia tecnicamente o desempenho e define o resultado final.

Considerações finais

O sistema de 10 pontos da nova prova da CNH traz maior flexibilidade, transparência e segurança para os candidatos. Com a baliza opcional, trajeto progressivo e reteste gratuito, a avaliação foca na habilidade real de condução e não apenas na execução de manobras isoladas.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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