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Pix: saiba como funcionará o novo sistema para corrigir transferências erradas

Banco Central anuncia novo sistema para corrigir transferências erradas no Pix. Entenda como funcionará a devolução de valores.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Pix

O Pix, criado pelo Banco Central, tornou-se o principal meio de pagamento entre os brasileiros, movimentando bilhões de reais diariamente. Com o crescimento das transações, também aumentaram os casos de erros e fraudes, gerando preocupação entre os usuários. Uma das maiores dificuldades tem sido recuperar valores enviados por engano ou vítimas de golpes.

Sistema atual

Pix
Imagem: Freepik e Canva

Leia mais: Pix automático, agendado, por aproximação e parcelado: saiba as diferenças

Principais características do MED

  • Ativação pelo banco: Apenas a instituição financeira que recebeu o Pix pode iniciar o processo de devolução após análise do caso.
  • Investigações pelo Banco Central: Após o acionamento, o Banco Central analisa a situação e decide se a devolução é procedente.
  • Recuperação parcial: Desde sua criação, o MED conseguiu recuperar apenas cerca de 7% dos valores envolvidos em fraudes com Pix, o que demonstra a necessidade de aprimoramentos.

Limitações e problemas atuais

Uma das principais críticas ao MED atual é a dificuldade de rastrear valores que são rapidamente transferidos para outras contas ou fragmentados em diferentes transações.

As mudanças previstas: MED 2.0 e melhorias nos aplicativos dos bancos

Como funcionará a nova contestação

  • O cliente terá uma opção visível no app para relatar um Pix suspeito ou feito de forma equivocada.
  • O banco analisará o pedido e iniciará o procedimento junto ao Banco Central.
  • A intenção é reduzir o tempo de resposta e tornar o processo mais acessível ao público geral.

O que fazer em caso de Pix por engano

Procedimentos recomendados pelo Banco Central

Para casos de erro humano, como digitação incorreta da chave Pix ou valor errado, o procedimento recomendado ainda é o contato direto com o destinatário.

Passos básicos para tentar reverter um Pix feito por engano

  1. Contato com o destinatário: Se conhecer a pessoa, entre em contato e solicite a devolução amigavelmente.
  2. Registro de comunicação: Caso não conheça o destinatário, busque formas de contato e guarde registros das tentativas de comunicação.
  3. Acionamento do banco: Se não houver resposta ou houver recusa, o indicado é procurar a instituição financeira e relatar o caso. Embora não exista garantia de devolução, o banco poderá orientar os próximos passos.

Aspectos legais: é crime não devolver um Pix recebido por engano?

Caixa
Imagem: rafapress/shutterstock.com

Atualmente, o regulamento do Pix não prevê uma norma específica que obrigue a devolução de valores enviados por erro. No entanto, a legislação penal brasileira trata dessa situação.

Enquadramentos jurídicos possíveis

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  • Apropriação indébita (Artigo 169 do Código Penal): Quando alguém se apodera de um bem alheio por engano ou acidente, sem devolvê-lo.
  • Estelionato: Caso fique comprovado que houve má-fé ao manter o dinheiro de outra pessoa.

Em casos extremos, a não devolução pode resultar em processo judicial, com penas que incluem multa e detenção.

Perguntas frequentes (FAQ)

Como devo agir após o erro?

O recomendado é tentar contato imediato com o destinatário e, se não for possível, informar seu banco o quanto antes para verificar as alternativas disponíveis.

Posso confiar apenas na devolução automática do sistema ou devo tomar outras medidas?
É importante sempre registrar boletim de ocorrência em caso de golpe e comunicar o banco o mais rápido possível, mesmo com os avanços no sistema de devolução.

Considerações finais

O avanço do Pix como principal meio de pagamento do Brasil traz a necessidade de uma estrutura robusta de proteção ao consumidor. As iniciativas como o MED 2.0 e a integração de ferramentas de contestação nos aplicativos mostram que o Banco Central está atento às demandas da população.

A expectativa é que, com o lançamento dessas novas ferramentas, as taxas de recuperação de valores aumentem e os usuários ganhem mais segurança para continuar utilizando o Pix nas transações diárias.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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