Até outubro de 2024, aproximadamente R$ 8,72 bilhões permaneciam esquecidos no sistema financeiro brasileiro, conforme dados do Banco Central (BC). Desde o lançamento do Sistema de Valores a Receber (SVR) em fevereiro de 2022, já foram devolvidos R$ 8,69 bilhões dos R$ 17,41 bilhões disponibilizados pelas instituições financeiras.
Dinheiro esquecido nos bancos chega a R$ 8,72 bilhões; consulte seu saldo
Saiba tudo sobre o Sistema de Valores a Receber: quanto dinheiro esquecido está disponível, quem pode resgatar e como evitar golpes.
No entanto, os valores não resgatados até 16 de outubro foram transferidos para o Tesouro Nacional, aguardando novas regras para saque. Caso esses recursos não sejam solicitados nos próximos 25 anos, eles serão incorporados ao patrimônio da União.
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O que é o Sistema de Valores a Receber (SVR)?

O Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado pelo Banco Central com o objetivo de devolver dinheiro esquecido ou não resgatados pelos cidadãos em contas bancárias, poupanças, contas de pagamento e outras modalidades financeiras.
A iniciativa surgiu para ajudar a recuperar dinheiro perdido e promover maior transparência no sistema financeiro brasileiro.
Como funciona o resgate de valores no SVR?
Desde o seu lançamento, o SVR permitiu o resgate de R$ 8,69 bilhões, mas apenas 37,3% dos beneficiários incluídos no programa, que somam mais de 72 milhões de pessoas, resgataram seus valores até o final de outubro.
A maior parte desses resgates envolve quantias pequenas: 63,31% têm valores de até R$ 10, enquanto 1,86% têm direito a mais de R$ 1 mil. O sistema também passou a incluir novos recursos, como contas de pagamento encerradas e tarifas cobradas indevidamente.
Como acessar valores de dinheiro esquecido?
O SVR agora permite consultas de dinheiroe esquecido por meio da conta Gov.br do representante legal para empresas encerradas e herdeiros de pessoas falecidas. Além disso, foi implementada uma sala de espera virtual para facilitar o acesso e a consulta de valores. O sistema também passou por melhorias, como a impressão de protocolos e inclusão de novas categorias de valores.
Novidades e melhorias no SVR
Em março de 2023, após um período fora do ar, o SVR foi retomado com um sistema de agendamento atualizado e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em outubro, o programa registrou um aumento nos resgates, com R$ 401 milhões devolvidos, um crescimento em relação aos R$ 396 milhões do mês anterior.
Esse aumento se deve à nova legislação que determinou a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro Nacional, como parte do financiamento da prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027.
Golpes e segurança no Sistema de Valores a Receber
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O Banco Central alerta para golpes envolvendo o SVR de dinheiro esquecido, orientando que todos os serviços são gratuitos e o órgão não envia links nem solicita dados pessoais ou senhas. Apenas a instituição financeira indicada na consulta pode contatar os cidadãos sobre os valores disponíveis.
Como evitar golpes no resgate de dinheiro esquecido?
Para evitar fraudes, é importante ficar atento a mensagens suspeitas e nunca compartilhar dados pessoais ou acessar links desconhecidos. O resgate deve ser feito diretamente no site do SVR ou pelo canal oficial de atendimento do Banco Central.
Impacto econômico do dinheiro esquecido

Até outubro de 2024, R$ 8,72 bilhões permaneciam esquecidos no sistema financeiro, uma quantidade significativa que poderia ser utilizada para outras finalidades econômicas. A recuperação desses valores contribui para a liquidez financeira do país, além de proporcionar um meio seguro e transparente para que os cidadãos possam recuperar seu dinheiro perdido.
O futuro do ‘dinheiro esquecido’
A legislação prevê que os valores não resgatados nos próximos 25 anos serão incorporados ao patrimônio da União, evidenciando a importância de recuperar esses recursos antes que se percam definitivamente. O SVR continua disponível para consultas e resgates, buscando minimizar o impacto econômico desses valores esquecidos.
Imagem: Freepik/edição: Seu Crédito Digital

