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Dinheiro esquecido nos bancos chega a R$ 8,72 bilhões; consulte seu saldo

Saiba tudo sobre o Sistema de Valores a Receber: quanto dinheiro esquecido está disponível, quem pode resgatar e como evitar golpes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Dinheiro esquecido

Até outubro de 2024, aproximadamente R$ 8,72 bilhões permaneciam esquecidos no sistema financeiro brasileiro, conforme dados do Banco Central (BC). Desde o lançamento do Sistema de Valores a Receber (SVR) em fevereiro de 2022, já foram devolvidos R$ 8,69 bilhões dos R$ 17,41 bilhões disponibilizados pelas instituições financeiras.

No entanto, os valores não resgatados até 16 de outubro foram transferidos para o Tesouro Nacional, aguardando novas regras para saque. Caso esses recursos não sejam solicitados nos próximos 25 anos, eles serão incorporados ao patrimônio da União.

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O que é o Sistema de Valores a Receber (SVR)?

dinheiro esquecido
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

O Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado pelo Banco Central com o objetivo de devolver dinheiro esquecido ou não resgatados pelos cidadãos em contas bancárias, poupanças, contas de pagamento e outras modalidades financeiras.

A iniciativa surgiu para ajudar a recuperar dinheiro perdido e promover maior transparência no sistema financeiro brasileiro.

Como funciona o resgate de valores no SVR?

Desde o seu lançamento, o SVR permitiu o resgate de R$ 8,69 bilhões, mas apenas 37,3% dos beneficiários incluídos no programa, que somam mais de 72 milhões de pessoas, resgataram seus valores até o final de outubro.

A maior parte desses resgates envolve quantias pequenas: 63,31% têm valores de até R$ 10, enquanto 1,86% têm direito a mais de R$ 1 mil. O sistema também passou a incluir novos recursos, como contas de pagamento encerradas e tarifas cobradas indevidamente.

Como acessar valores de dinheiro esquecido?

O SVR agora permite consultas de dinheiroe esquecido por meio da conta Gov.br do representante legal para empresas encerradas e herdeiros de pessoas falecidas. Além disso, foi implementada uma sala de espera virtual para facilitar o acesso e a consulta de valores. O sistema também passou por melhorias, como a impressão de protocolos e inclusão de novas categorias de valores.

Novidades e melhorias no SVR

Em março de 2023, após um período fora do ar, o SVR foi retomado com um sistema de agendamento atualizado e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em outubro, o programa registrou um aumento nos resgates, com R$ 401 milhões devolvidos, um crescimento em relação aos R$ 396 milhões do mês anterior.

Esse aumento se deve à nova legislação que determinou a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro Nacional, como parte do financiamento da prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027.

Golpes e segurança no Sistema de Valores a Receber

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O Banco Central alerta para golpes envolvendo o SVR de dinheiro esquecido, orientando que todos os serviços são gratuitos e o órgão não envia links nem solicita dados pessoais ou senhas. Apenas a instituição financeira indicada na consulta pode contatar os cidadãos sobre os valores disponíveis.

Como evitar golpes no resgate de dinheiro esquecido?

Para evitar fraudes, é importante ficar atento a mensagens suspeitas e nunca compartilhar dados pessoais ou acessar links desconhecidos. O resgate deve ser feito diretamente no site do SVR ou pelo canal oficial de atendimento do Banco Central.

Impacto econômico do dinheiro esquecido

Imagem: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Até outubro de 2024, R$ 8,72 bilhões permaneciam esquecidos no sistema financeiro, uma quantidade significativa que poderia ser utilizada para outras finalidades econômicas. A recuperação desses valores contribui para a liquidez financeira do país, além de proporcionar um meio seguro e transparente para que os cidadãos possam recuperar seu dinheiro perdido.

O futuro do ‘dinheiro esquecido’

A legislação prevê que os valores não resgatados nos próximos 25 anos serão incorporados ao patrimônio da União, evidenciando a importância de recuperar esses recursos antes que se percam definitivamente. O SVR continua disponível para consultas e resgates, buscando minimizar o impacto econômico desses valores esquecidos.

Imagem: Freepik/edição: Seu Crédito Digital

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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