Os peritos médicos federais que atuam no Instituto Nacional do Seguro Social têm chamado a atenção para uma série de falhas e interrupções nos sistemas informatizados da instituição. A situação, que se intensificou nos últimos meses, tem prejudicado diretamente a rotina de atendimentos, especialmente nos processos de perícia médica e concessão de benefícios por incapacidade.
Paralisações em sistemas do INSS mantidos pela Dataprev preocupam peritos médicos
Peritos médicos alertam para paralisações nos sistemas do INSS gerenciados pela Dataprev, que agravam atrasos em perícias e aumentam fila de segurados.
Peritos denunciam instabilidade e lentidão nos sistemas
Reclamações nas agências aumentam
Diversas agências do INSS em todo o país relatam crescimento nas reclamações de usuários e servidores. Segundo relatos internos, os sistemas ficam indisponíveis com frequência, principalmente nas primeiras horas da manhã e durante períodos de pico de atendimento.
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Sistema Atestmed entre os mais afetados
O Atestmed, sistema responsável por receber atestados médicos digitalizados para concessão de benefícios por incapacidade temporária, tem sido um dos mais afetados pelas falhas. A plataforma, que deveria reduzir burocracias, frequentemente apresenta instabilidade, erros de integração com o banco de dados e lentidão no processamento dos documentos enviados.
Falhas atrasam análises e criam gargalos
Benefícios ficam parados por tempo indefinido
As falhas tecnológicas impedem o andamento de processos que dependem de validações automáticas ou da análise de documentos digitais. Como resultado, milhares de segurados aguardam respostas para requerimentos de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, BPC e outros benefícios.
Dificuldades na realização de perícias presenciais
Além das análises online, as perícias médicas presenciais também são prejudicadas. Sem acesso a prontuários e sistemas de marcação, muitos médicos peritos precisam adotar medidas manuais ou cancelar atendimentos agendados, contribuindo para o aumento da fila de espera.
Fila do INSS volta a crescer em 2025
O volume de processos acumulados ultrapassa dois milhões de requerimentos parados, segundo dados internos. Em algumas regiões, a espera para agendar uma perícia médica chega a ultrapassar 90 dias, o que compromete a renda de famílias inteiras.
Impacto direto nos segurados
População vulnerável é a mais atingida
Entre os mais afetados estão trabalhadores informais, pessoas com deficiência e idosos que dependem exclusivamente dos benefícios previdenciários. O atraso nos pagamentos gera dívidas, insegurança alimentar e até falta de acesso a medicamentos essenciais.
Adoecimento mental também aumenta
Além dos prejuízos financeiros, cresce o número de relatos de adoecimento emocional e psicológico entre os segurados que enfrentam a demora. A ansiedade e o desespero para obter uma resposta agravam quadros de depressão e estresse.
Dataprev é alvo de críticas
Tecnologia considerada obsoleta
Grande parte dos sistemas utilizados pelo INSS é mantida pela Dataprev, estatal responsável por prover tecnologia à Previdência. Contudo, peritos médicos e servidores da linha de frente apontam que as soluções oferecidas estão defasadas, com baixa capacidade de resposta e pouca resiliência a picos de demanda.
Falta de investimento agrava o cenário
A falta de investimentos em infraestrutura digital é um dos principais fatores para o colapso parcial observado nos sistemas. Enquanto outras áreas do serviço público avançam na digitalização, a Previdência ainda depende de plataformas com arquitetura antiga e manutenção deficiente.
Categoria cobra medidas urgentes do governo
Ofícios e comunicados oficiais
Entidades representativas da categoria médica já enviaram ofícios ao governo federal cobrando providências imediatas. Os documentos solicitam ações emergenciais para modernizar os sistemas, garantir estabilidade e criar alternativas de contingência durante falhas.
Propostas incluem sistema redundante
Entre as propostas apresentadas está a criação de uma estrutura de sistemas redundantes, que permita a continuidade dos serviços mesmo em caso de instabilidade. Outra sugestão é o desenvolvimento de aplicativos independentes para perícias, com possibilidade de atuação off-line e sincronização posterior.
Ações administrativas ainda são lentas
Apesar da pressão dos profissionais e dos danos à população, as medidas adotadas até agora têm sido tímidas. Há relatos de que mudanças técnicas foram autorizadas, mas ainda estão em fase de planejamento ou licitação.
Possíveis soluções para conter o colapso digital
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Modernização completa dos sistemas
Especialistas defendem que a única solução eficaz será a modernização completa dos sistemas do INSS. Isso inclui trocar a base tecnológica, melhorar a conectividade das agências e implementar soluções mais ágeis para o trâmite de documentos e informações sensíveis.
Parcerias com universidades e startups
Uma saída possível, segundo técnicos, seria o incentivo a parcerias com universidades federais e startups especializadas em GovTech. Essas iniciativas poderiam acelerar o desenvolvimento de soluções personalizadas para a realidade da Previdência Social.
Beneficiários devem se prevenir

Verificar agendamentos e acompanhar processos
Diante da instabilidade, especialistas recomendam que os segurados confiram com frequência seus agendamentos, extratos e notificações no aplicativo ou portal do INSS. Caso percebam atrasos ou erros, é importante buscar atendimento presencial ou ligar para os canais oficiais para registrar reclamações.
Guardar cópias dos documentos
Outra orientação importante é manter cópias digitais e físicas de todos os documentos entregues ao INSS. Isso ajuda a comprovar prazos e evitar perdas caso haja problemas de registro no sistema.
Possíveis paralisações no serviço
Com o agravamento do cenário, cresce a possibilidade de paralisações em algumas unidades, sobretudo nas regiões mais afetadas pelas falhas. Representantes da categoria afirmam que podem suspender temporariamente os atendimentos até que a situação seja normalizada.
Governo deve priorizar a solução
Em um momento em que o país busca reconstruir sua rede de proteção social, garantir o bom funcionamento do INSS é uma medida de urgência. Milhões de brasileiros dependem diariamente do instituto para acessar seus direitos constitucionais, e o colapso nos sistemas coloca essa garantia em risco.
Conclusão
As falhas nos sistemas do INSS representam um risco real para o funcionamento da maior estrutura de proteção previdenciária do Brasil. O alerta feito pelos peritos médicos não é apenas técnico, mas humano: trata-se de proteger vidas, evitar a paralisação de um serviço essencial e assegurar que nenhum brasileiro fique sem amparo por falhas evitáveis. A resposta precisa ser rápida, eficaz e permanente.
