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Paralisações em sistemas do INSS mantidos pela Dataprev preocupam peritos médicos

Peritos médicos alertam para paralisações nos sistemas do INSS gerenciados pela Dataprev, que agravam atrasos em perícias e aumentam fila de segurados.

Julia FernandesPor Julia Fernandes5 min de leitura
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Os peritos médicos federais que atuam no Instituto Nacional do Seguro Social têm chamado a atenção para uma série de falhas e interrupções nos sistemas informatizados da instituição. A situação, que se intensificou nos últimos meses, tem prejudicado diretamente a rotina de atendimentos, especialmente nos processos de perícia médica e concessão de benefícios por incapacidade.

Peritos denunciam instabilidade e lentidão nos sistemas

Reclamações nas agências aumentam

Diversas agências do INSS em todo o país relatam crescimento nas reclamações de usuários e servidores. Segundo relatos internos, os sistemas ficam indisponíveis com frequência, principalmente nas primeiras horas da manhã e durante períodos de pico de atendimento.

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Sistema Atestmed entre os mais afetados

O Atestmed, sistema responsável por receber atestados médicos digitalizados para concessão de benefícios por incapacidade temporária, tem sido um dos mais afetados pelas falhas. A plataforma, que deveria reduzir burocracias, frequentemente apresenta instabilidade, erros de integração com o banco de dados e lentidão no processamento dos documentos enviados.

Falhas atrasam análises e criam gargalos

Benefícios ficam parados por tempo indefinido

As falhas tecnológicas impedem o andamento de processos que dependem de validações automáticas ou da análise de documentos digitais. Como resultado, milhares de segurados aguardam respostas para requerimentos de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, BPC e outros benefícios.

Dificuldades na realização de perícias presenciais

Além das análises online, as perícias médicas presenciais também são prejudicadas. Sem acesso a prontuários e sistemas de marcação, muitos médicos peritos precisam adotar medidas manuais ou cancelar atendimentos agendados, contribuindo para o aumento da fila de espera.

Fila do INSS volta a crescer em 2025

O volume de processos acumulados ultrapassa dois milhões de requerimentos parados, segundo dados internos. Em algumas regiões, a espera para agendar uma perícia médica chega a ultrapassar 90 dias, o que compromete a renda de famílias inteiras.

Impacto direto nos segurados

População vulnerável é a mais atingida

Entre os mais afetados estão trabalhadores informais, pessoas com deficiência e idosos que dependem exclusivamente dos benefícios previdenciários. O atraso nos pagamentos gera dívidas, insegurança alimentar e até falta de acesso a medicamentos essenciais.

Adoecimento mental também aumenta

Além dos prejuízos financeiros, cresce o número de relatos de adoecimento emocional e psicológico entre os segurados que enfrentam a demora. A ansiedade e o desespero para obter uma resposta agravam quadros de depressão e estresse.

Dataprev é alvo de críticas

Tecnologia considerada obsoleta

Grande parte dos sistemas utilizados pelo INSS é mantida pela Dataprev, estatal responsável por prover tecnologia à Previdência. Contudo, peritos médicos e servidores da linha de frente apontam que as soluções oferecidas estão defasadas, com baixa capacidade de resposta e pouca resiliência a picos de demanda.

Falta de investimento agrava o cenário

A falta de investimentos em infraestrutura digital é um dos principais fatores para o colapso parcial observado nos sistemas. Enquanto outras áreas do serviço público avançam na digitalização, a Previdência ainda depende de plataformas com arquitetura antiga e manutenção deficiente.

Categoria cobra medidas urgentes do governo

Ofícios e comunicados oficiais

Entidades representativas da categoria médica já enviaram ofícios ao governo federal cobrando providências imediatas. Os documentos solicitam ações emergenciais para modernizar os sistemas, garantir estabilidade e criar alternativas de contingência durante falhas.

Propostas incluem sistema redundante

Entre as propostas apresentadas está a criação de uma estrutura de sistemas redundantes, que permita a continuidade dos serviços mesmo em caso de instabilidade. Outra sugestão é o desenvolvimento de aplicativos independentes para perícias, com possibilidade de atuação off-line e sincronização posterior.

Ações administrativas ainda são lentas

Apesar da pressão dos profissionais e dos danos à população, as medidas adotadas até agora têm sido tímidas. Há relatos de que mudanças técnicas foram autorizadas, mas ainda estão em fase de planejamento ou licitação.

Possíveis soluções para conter o colapso digital

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Modernização completa dos sistemas

Especialistas defendem que a única solução eficaz será a modernização completa dos sistemas do INSS. Isso inclui trocar a base tecnológica, melhorar a conectividade das agências e implementar soluções mais ágeis para o trâmite de documentos e informações sensíveis.

Parcerias com universidades e startups

Uma saída possível, segundo técnicos, seria o incentivo a parcerias com universidades federais e startups especializadas em GovTech. Essas iniciativas poderiam acelerar o desenvolvimento de soluções personalizadas para a realidade da Previdência Social.

Beneficiários devem se prevenir

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Verificar agendamentos e acompanhar processos

Diante da instabilidade, especialistas recomendam que os segurados confiram com frequência seus agendamentos, extratos e notificações no aplicativo ou portal do INSS. Caso percebam atrasos ou erros, é importante buscar atendimento presencial ou ligar para os canais oficiais para registrar reclamações.

Guardar cópias dos documentos

Outra orientação importante é manter cópias digitais e físicas de todos os documentos entregues ao INSS. Isso ajuda a comprovar prazos e evitar perdas caso haja problemas de registro no sistema.

Possíveis paralisações no serviço

Com o agravamento do cenário, cresce a possibilidade de paralisações em algumas unidades, sobretudo nas regiões mais afetadas pelas falhas. Representantes da categoria afirmam que podem suspender temporariamente os atendimentos até que a situação seja normalizada.

Governo deve priorizar a solução

Em um momento em que o país busca reconstruir sua rede de proteção social, garantir o bom funcionamento do INSS é uma medida de urgência. Milhões de brasileiros dependem diariamente do instituto para acessar seus direitos constitucionais, e o colapso nos sistemas coloca essa garantia em risco.

Conclusão

As falhas nos sistemas do INSS representam um risco real para o funcionamento da maior estrutura de proteção previdenciária do Brasil. O alerta feito pelos peritos médicos não é apenas técnico, mas humano: trata-se de proteger vidas, evitar a paralisação de um serviço essencial e assegurar que nenhum brasileiro fique sem amparo por falhas evitáveis. A resposta precisa ser rápida, eficaz e permanente.

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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