Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Situação de motoristas e entregadores é de crise extrema; veja evidências

Dados revelam a situação de precarização do trabalho vivida por motoristas e entregadores. Saiba mais sobre o assunto!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Entregador de aplicativo em moto

Vivenciando a precarização do trabalho no dia a dia, motoristas e entregadores de aplicativo estão em situação de crise extrema. É o que revela os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com a pesquisa, somente 23% desses trabalhadores contribuem com a Previdência Social (INSS). Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a situação.

Motoristas e entregadores enfrentam cenário de precarização

No Brasil, é crescente o número de trabalhadores que atuam como motoristas e entregadores de aplicativos. No ano de 2016, o país tinha cerca de 840 mil pessoas atuando nessas ocupações, já em 2022, o número saltou para 1,7 milhão, representando um aumento de 102%. 

Além do crescimento no número de trabalhadores, cresceu também a precarização das condições de trabalho entre as categorias. Para Geraldo Góes, especialista em políticas públicas e gestão governamental e pesquisador do Ipea, motoristas e entregadores de aplicativo estão vulneráveis às consequências de suas condições de trabalho.

“A grande questão colocada hoje é a vulnerabilidade dos trabalhadores prestadores de serviços. No longo prazo, isso traz consequências muito sérias, pois a vida segue seu curso, e há um ciclo temporal. Num futuro próximo, esses trabalhadores vão estar com demandas fruto do impacto da produtividade do trabalho, principalmente no sistema de saúde”, destaca o pesquisador. 

Trabalhadores desassistidos

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Como citado anteriormente, somente 23% dos motoristas e entregadores de aplicativo contribuem com o INSS. Isso significa que 77% desses trabalhadores não possuem tempo de trabalho para aposentadoria ou não podem contar com os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social em caso de acidentes ou doenças.

Diante da gravidade da situação, que se alastra com o crescimento no contingente de motoristas e entregadores de aplicativos, o governo federal criou um grupo de trabalho para que o tema seja debatido e possam ser definidas propostas viáveis.

Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

Topicos relacionados