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Sky e DirecTV expandem oferta da Amazon Leo

Sky Brasil e DirecTV ampliam parceria com Amazon Leo para levar internet via satélite a empresas sul-americanas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Amazon Leo

A internet via satélite de órbita baixa está prestes a ganhar um novo capítulo na América do Sul. A Sky Brasil e a DirecTV Latin America anunciaram a expansão da parceria estratégica com a Amazon para levar o serviço de banda larga via satélite Amazon Leo ao mercado corporativo em nove países da região.

O projeto tem potencial de atender até 15 milhões de empresas na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, abrangendo desde pequenos negócios até grandes corporações de todos os setores econômicos.

A movimentação reforça a corrida global por conectividade de alta performance baseada em satélites de órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês), tecnologia que promete reduzir latência e ampliar a capacidade de transmissão de dados — um diferencial relevante para empresas que dependem de operações digitais críticas.

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Expansão da Amazon Leo para o mercado corporativo

A ampliação da parceria se apoia em um contrato firmado em junho de 2024, inicialmente voltado ao segmento residencial. No entanto, segundo Guillermo Vázquez, diretor de alianças estratégicas e novos negócios da Waiken ILW — holding responsável pelas operações da Sky e DirecTV na região — o foco agora é o mercado empresarial.

Apesar do acordo já existente, a fase comercial do serviço ainda não foi iniciada para clientes residenciais nem corporativos. A oferta depende da disponibilidade da rede Amazon Leo, que está em expansão gradual.

No fim de 2025, a Amazon deu início a um projeto prévio com clientes corporativos, sinalizando que o serviço está em fase avançada de testes e implementação técnica. A expectativa é que a comercialização em escala comece assim que a infraestrutura estiver plenamente disponível nos países contemplados.

Como funciona a internet via satélite de órbita baixa

Diferentemente dos satélites geoestacionários tradicionais — posicionados a cerca de 36 mil quilômetros da Terra — os satélites LEO operam em órbitas muito mais próximas, geralmente entre 500 km e 2 mil km de altitude.

Vantagens técnicas para empresas

Essa proximidade reduz significativamente a latência, ou seja, o tempo de resposta entre o envio e o recebimento de dados. Para empresas, isso significa:

  • Melhor desempenho em sistemas de gestão em nuvem
  • Videoconferências com menos atraso
  • Operações remotas em tempo real
  • Monitoramento industrial contínuo
  • Aplicações financeiras de alta frequência

Segundo informações divulgadas pela própria empresa, a Amazon já conta com mais de 200 satélites em órbita e planeja lançar ao menos mais 20 ainda este ano, ampliando a cobertura e a capacidade de rede.

Antenas Leo Nano, Leo Pro e Leo Ultra

A conectividade empresarial será viabilizada por três modelos de antenas compactas de alto desempenho:

Leo Nano

Indicada para pequenas e médias empresas que necessitam de conectividade confiável em locais com infraestrutura limitada, como áreas rurais ou regiões afastadas dos grandes centros.

Leo Pro

Projetada para negócios com maior demanda de dados e múltiplos dispositivos conectados simultaneamente, como redes varejistas, clínicas e escritórios corporativos.

Leo Ultra

Modelo mais robusto da linha, a Leo Ultra atinge velocidades de download de até 1 Gbps e upload de até 400 Mbps. É voltada para operações que exigem alta performance, como:

  • Processamento de dados em tempo real
  • Automação industrial complexa
  • Workloads intensivos de vídeo
  • Sistemas críticos de operação

Em termos práticos, isso pode beneficiar, por exemplo, empresas do agronegócio brasileiro que utilizam sensores IoT em fazendas remotas, indústrias com plantas em regiões afastadas ou mineradoras que operam em áreas sem fibra óptica disponível.

Impacto para o mercado brasileiro

O Brasil possui mais de 20 milhões de empresas ativas, segundo dados recentes da Receita Federal. Muitas delas estão localizadas em regiões onde a infraestrutura de fibra óptica ainda é limitada ou inexistente.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações, embora a cobertura de banda larga fixa tenha avançado nos últimos anos, ainda há lacunas significativas em áreas rurais e municípios de pequeno porte.

Nesse cenário, a internet via satélite de órbita baixa surge como alternativa estratégica para:

  • Expansão de operações empresariais no interior
  • Digitalização de pequenas empresas
  • Implementação de sistemas de pagamento eletrônico
  • Integração com marketplaces e plataformas digitais
  • Acesso a serviços bancários e financeiros online

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Para pequenas empresas que dependem de maquininhas de cartão, sistemas de gestão em nuvem ou emissão de notas fiscais eletrônicas, a estabilidade da conexão é fator crítico.

Competição e posicionamento estratégico

O movimento da Amazon também posiciona a companhia de forma mais competitiva no mercado latino-americano de conectividade satelital, que já conta com outros players globais investindo em soluções LEO.

A estratégia de atuar em parceria com operadoras regionais consolidadas, como Sky e DirecTV, reduz barreiras comerciais e facilita a distribuição do serviço, aproveitando redes de atendimento, canais de venda e infraestrutura local já estabelecidos.

Quando o serviço começa?

As datas oficiais de início da comercialização ainda não foram divulgadas. Segundo Guillermo Vázquez, o cronograma depende diretamente da disponibilidade da rede Amazon Leo em cada país.

A expectativa é que a oferta seja liberada de forma escalonada, conforme a ampliação da constelação de satélites e a consolidação da capacidade operacional.

Empresas interessadas devem acompanhar os canais oficiais das operadoras e da Amazon para atualizações sobre pré-cadastro, testes e lançamento comercial.

O que muda para as empresas da América do Sul

Se o cronograma de expansão for cumprido, a iniciativa poderá transformar o acesso à conectividade empresarial na região, especialmente em áreas historicamente desatendidas pela infraestrutura terrestre.

Os principais impactos esperados incluem:

  • Redução da desigualdade digital entre capitais e interior
  • Aumento da competitividade de pequenos negócios
  • Maior integração regional de cadeias produtivas
  • Estímulo à digitalização e à inovação

Para setores como agronegócio, logística, energia e mineração — relevantes no Brasil e nos demais países envolvidos — a conectividade de baixa latência pode representar ganhos operacionais significativos.

A ampliação da parceria entre Sky Brasil, DirecTV e Amazon sinaliza uma nova etapa na infraestrutura digital sul-americana. Embora a comercialização ainda dependa da expansão da rede, o projeto indica um movimento consistente rumo à conectividade de alta performance para o setor empresarial.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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