Uma decisão dos sócios do Nubank pode gerar um dinheiro a mais para quem tem conta na fintech. Entretanto, apenas algumas pessoas vão poder receber esse valor extra, dependendo da escolha de cada um.
Quando o Nubank abriu o seu capital na Bolsa de Valores de Nova York, ele ofereceu um “pedacinho” para cada cliente. Esse pedacinho equivale a uma parte de um BDR, um recibo de ação cujo valor varia conforme a cotação da ação na bolsa internacional.
Agora, os sócios do Nubank resolveram reformular o seu programa de BDRs. Assim, os clientes que possuem pedacinhos da fintech em BDRs de Nível III precisam escolher entre 3 opções. O prazo final para tomar essa decisão é até o dia 11 de agosto.
Sócios do Nubank mudam BDR de Nível III para BDR de Nível I
A decisão dos sócios do Nubank vai permitir que a empresa solte seus balanços seguindo as normas da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos e não precise criar um documento extra seguindo as regras brasileiras.
Contudo, todas as pessoas que têm um BDR da fintech, precisam decidir o que fazer com seus papéis, já que eles deixarão de existir. Assim, as opções de quem tem um “pedacinho” do banco digital são:
- Trocar a BDR de Nível III por BDR de Nível I, na proporção de 1 para 1;
- Trocar a BDR de Nível III por uma ação na Bolsa de Nova York. Nesse caso, é necessário ter, no mínimo, 6 BDRs;
- Vender a sua BDR.
Para escolher uma das opções, os clientes podem acessar o aplicativo do Nubank (Android e iOS) ou procurar a sua corretora de investimentos.
E quem não escolher nada?
Se até o dia 11 de agosto de 2023, o dono do “pedacinho” do Nubank não decidir o que fazer com sua parte, a fintech vai considerar que ele quer vender os seus BDRs.
A operação será a seguinte: o banco vai vender as ações na Bolsa de Nova York que lastreiam os BDRs e depois dividir o valor com os clientes de acordo com a quantidade de “pedacinhos” que cada um tinha.
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