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Starlink e o Direct to Cell: o que muda para quem usa celular em áreas remotas

Descubra como o Starlink Direct to Cell transforma a conectividade móvel em áreas remotas, oferecendo internet e chamadas de voz aos celulares!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Starlink

A Starlink, uma divisão da SpaceX, revolucionou o conceito de conectividade ao oferecer internet via satélite para áreas remotas. Com a chegada do Direct to Cell, a promessa agora é expandir esse serviço para telefonia móvel.

O Direct to Cell utiliza a rede de satélites de órbita baixa da Starlink, conectando diretamente os smartphones a uma rede LTE. Isso elimina a dependência de torres de celular convencionais, especialmente em locais onde a infraestrutura de telefonia móvel ainda é limitada ou inexistente.

Como funciona o Direct to Cell?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O funcionamento do Direct to Cell é baseado na união de três tecnologias-chave: satélites de baixa órbita, modens celulares avançados e parcerias com operadoras de telefonia. A ideia é que os satélites, que orbitam a Terra a altitudes relativamente baixas, emitam sinais de celular LTE diretamente para os smartphones.

Leia mais: Starlink no seu celular: como conseguir e o que esperar para 2025?

Isso permite chamadas de voz, troca de mensagens de texto e navegação na internet, tudo sem a necessidade de antenas adicionais ou hardware especializado.

Os dispositivos compatíveis com LTE e padrões 3GPP versão 10 ou superior podem acessar esse sinal sem a necessidade de modificações no equipamento, tornando o serviço simples e acessível para uma grande quantidade de usuários.

Expansão do Starlink Direct to Cell

Atualmente, o Direct to Cell está em fase de testes nos Estados Unidos, em parceria com a operadora T-Mobile. A promessa é que, até 2025, o serviço seja expandido globalmente, alcançando países da América Latina, Europa, Ásia e Oceania. No Brasil, a previsão é que o Direct to Cell chegue após o estabelecimento de parcerias com operadoras locais e aprovação pela Anatel. A expansão também dependerá da obtenção de licenças regulatórias, mas, uma vez lançado, deve cobrir áreas remotas como a Amazônia e zonas costeiras.

O impacto em áreas remotas

Com o Starlink Direct to Cell, regiões isoladas, como a Amazônia ou áreas no litoral brasileiro, poderão ter acesso a serviços de telefonia móvel e dados via satélite, mesmo onde a infraestrutura tradicional é escassa. A cobertura é particularmente relevante para locais de difícil acesso, como no meio do mar ou em áreas de floresta.

Quais celulares são compatíveis?

Uma das grandes vantagens do Direct to Cell é a compatibilidade com smartphones comuns que já possuem tecnologia LTE. Marcas como iPhone, Samsung Galaxy e Google Pixel já foram testadas com o serviço, e não é necessário modificar os dispositivos. Isso torna a tecnologia ainda mais acessível, uma vez que não há necessidade de adquirir novos equipamentos ou acessórios.

Como a tecnologia pode transformar a conectividade móvel?

Além de levar internet e telefonia móvel para locais isolados, o Direct to Cell promete uma experiência de navegação e chamadas com latência reduzida. A constelação de satélites interconectados por laser permite uma cobertura contínua, mantendo a qualidade de serviço mesmo em regiões onde as redes terrestres não chegam.

Quando o Direct to Cell chegará ao Brasil?

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Embora o serviço ainda não esteja disponível no Brasil, a previsão é que o Direct to Cell chegue entre 2025 e 2026, com uma expansão gradual para os países da América Latina. A expectativa é que as operadoras brasileiras possam integrar suas redes ao sistema de satélites Starlink, proporcionando uma cobertura de rede móvel sem interrupções, mesmo em áreas mais remotas.

Benefícios para o futuro

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Imagem: Saulo Angelo/Thenews2/Folhapress

O Starlink Direct to Cell não só irá melhorar a conectividade em regiões isoladas, mas também poderá ser crucial em emergências, onde as redes móveis tradicionais falham. Com a possibilidade de se comunicar diretamente com os satélites, moradores de áreas remotas ou viajantes poderão contar com a conectividade onde antes era impossível.

A chegada do Direct to Cell representa um avanço significativo para a conectividade global, especialmente para regiões marginalizadas. Embora a expansão inicial esteja focada nos Estados Unidos e alguns países parceiros, as projeções são animadoras para um futuro próximo, onde o Brasil poderá contar com esse serviço de ponta.

Considerações finais

O Starlink Direct to Cell tem o potencial de transformar a conectividade móvel em regiões que antes sofriam com a falta de sinal.

Com a promessa de levar telefonia e dados diretamente aos celulares via satélite, sem a necessidade de infraestrutura terrestre, essa inovação abrirá novas portas para usuários em áreas remotas e de difícil acesso. Fique atento, pois o Brasil pode ser um dos próximos países a receber essa tecnologia revolucionária.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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