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Starlink e T-Mobile: a corrida global para levar internet via satélite a celulares 4G e 5G

Starlink lidera a corrida por internet via satélite direto no celular; veja como a tecnologia vai eliminar áreas sem sinal e quando chega ao mercado.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
starlink

A indústria de telecomunicações vive uma das maiores viradas tecnológicas desde o surgimento do 4G. As principais operadoras americanas estão correndo para lançar serviços de internet via satélite diretamente no celular, sem antena, sem receptor externo e sem qualquer equipamento adicional.

A T-Mobile saiu na frente ao lançar o T-Satellite no meio de 2025, em parceria com a Starlink. Agora, Verizon e AT&T se preparam para entrar no mesmo mercado, mas com estreia prevista apenas para 2026, criando uma verdadeira corrida espacial dentro do setor de telecom.

A inovação promete eliminar as áreas de “sombra”, onde o sinal móvel não chega. Isso significa cobertura em regiões desérticas, florestas, estradas remotas, mares e até zonas montanhosas — tudo usando apenas um smartphone comum.

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A tecnologia por trás da revolução: como funciona a internet via satélite sem antena

Diferente da internet por satélite convencional, que exige antenas parabólicas ou receptores externos, a chamada conexão direta por satélite para dispositivos móveis usa satélites de órbita baixa capazes de se comunicar diretamente com o modem do celular.

O que muda em relação à tecnologia atual

  • Não depende de antena externa.
  • Funciona com smartphones convencionais.
  • Promete cobertura global contínua após expansão.
  • É ideal para emergências, viagens e áreas remotas.

O papel dos satélites de órbita baixa (LEO)

A chave da tecnologia está nos satélites em órbita baixa, que orbitam a aproximadamente 500 km da Terra — muito mais perto do que os satélites geoestacionários tradicionais.

Benefícios dos satélites LEO

  • Menor latência
  • Cobertura ampliada
  • Maior capacidade de conexão simultânea
  • Sinal mais estável

Essa arquitetura permite que o celular se conecte diretamente ao satélite, como se fosse uma torre de telefonia a centenas de quilômetros acima da superfície.


T-Mobile saiu na frente com o T-Satellite em 2025

A T-Mobile foi a primeira operadora global a lançar um serviço totalmente funcional de internet por satélite para celulares sem antena.

O T-Satellite, desenvolvido em parceria com a Starlink, foi lançado após meses de testes realizados em 2024 e no início de 2025.

Recursos e limitações do T-Satellite

  • Permite envio de mensagens de texto via satélite.
  • Libera navegação básica em situações emergenciais.
  • Funciona em smartphones comuns, inclusive modelos antigos.
  • Ainda não oferece velocidade comparável ao 4G/5G.

Por que a T-Mobile saiu na frente

A parceria com a Starlink deu vantagem estratégica:

  • Frota já operando com milhares de satélites.
  • Infraestrutura global pronta.
  • Tecnologia madura para testes comerciais.

Enquanto isso, Verizon e AT&T dependem do desenvolvimento da AST SpaceMobile, que ainda monta sua constelação.


Verizon e AT&T chegam em 2026 com apoio da AST SpaceMobile

Com estreia prevista para 2026, Verizon e AT&T apostam na empresa AST SpaceMobile, responsável por uma constelação de satélites de grande porte projetados para se conectar a celulares comuns.

AST SpaceMobile: a empresa no centro da corrida

A AST pretende lançar o serviço com cobertura inicial intermitente, mas suficiente para testes reais. A meta é ampliar a estabilidade ao longo do mesmo ano.

Quantos satélites serão necessários?

  • 25 satélites no início (5 de primeira geração e 20 de segunda).
  • 45 a 60 satélites até o fim de 2026, garantindo cobertura contínua nos EUA, Europa e Japão.
  • 90 satélites na fase final, permitindo serviço global.

O CEO Abel Avellan descreve os equipamentos como os maiores satélites já operando em órbita baixa, capazes de conectar milhões de dispositivos simultaneamente.


Corrida espacial das teles: investimentos bilionários impulsionam o setor

A disputa pelo mercado de internet via satélite mobile envolve contratos gigantescos e investimentos agressivos.

Investimentos anunciados

  • Verizon investiu US$ 100 milhões na AST SpaceMobile.
  • A AST fechou acordo de US$ 175 milhões com a operadora stc (Arábia Saudita).
  • A empresa já acumula US$ 1 bilhão em compromissos comerciais.

Por que as operadoras estão investindo tanto?

  • Possibilidade de cobertura global.
  • Redução de áreas sem sinal, um dos maiores problemas da telefonia móvel.
  • Atende mercados emergentes e remotos sem necessidade de torres.
  • Pode substituir parte da infraestrutura terrestre no futuro.

Lançamentos dos primeiros satélites começam em dezembro de 2025

Os primeiros satélites de segunda geração da AST serão lançados em dezembro de 2025, com decolagem partindo da Índia. Mais lançamentos seguirão ao longo de 2026.

Parcerias com SpaceX e Blue Origin

A AST SpaceMobile firmou acordos com:

  • SpaceX, utilizando o Falcon 9, capaz de lançar até três satélites por voo.
  • Blue Origin, usando o New Glenn, que pode transportar até oito satélites por missão.

Essa combinação acelera a colocação da constelação em órbita.

Produção acelerada

Para cumprir os prazos, a AST aumentou a fabricação para seis satélites por mês, uma das maiores escalas de produção de satélites do mundo.


Apple e a influência do mercado mobile na corrida satelital

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O avanço da internet via satélite sem antena não é impulsionado apenas por operadoras. A Apple também está envolvida na tendência.

Apple vai liberar internet via satélite no iPhone 18

Segundo analistas, incluindo Mark Gurman, a Apple deve permitir o uso da função “SOS Emergencial via satélite” em outros aplicativos do iPhone 18.

Isso pode incluir:

  • Mensagens
  • Mapas
  • Navegação básica

O que pressiona ainda mais as operadoras a acelerar o desenvolvimento da tecnologia.


Impacto global: cobertura contínua pode mudar o conceito de internet móvel

O avanço das operadoras e empresas espaciais aponta para uma mudança estrutural no mercado de telecomunicações.

Como a conexão direta pode transformar o setor

  • Fim das áreas sem serviço.
  • Menos dependência de torres terrestres.
  • Conectividade em regiões rurais e isoladas.
  • Novas possibilidades para transporte marítimo, aéreo e rodoviário.

Benefícios para emergências

Em situações críticas, como desastres naturais ou quedas de redes móveis, a internet via satélite pode manter a comunicação funcionando.


Desafios e limitações: nem tudo será perfeito no início

Apesar das expectativas, a tecnologia ainda enfrenta dificuldades:

Principais desafios

  • Latência ainda superior ao 4G/5G.
  • Necessidade de muitos satélites para cobertura contínua.
  • Capacidade limitada nos primeiros meses.
  • Custos elevados para empresas e usuários.

Expectativas realistas

Nos primeiros anos, o serviço deve ser complementar, e não substituto da conexão móvel tradicional.


Conclusão: a corrida já começou — e o mercado nunca mais será o mesmo

Com T-Mobile, Verizon, AT&T, Starlink, AST SpaceMobile e até Apple envolvidas, a corrida pela internet via satélite sem antena para celulares está só começando.

A partir de 2026, consumidores nos EUA, Europa, Japão e, posteriormente, em todo o mundo, devem experimentar um novo nível de conectividade — capaz de transformar a forma como usamos nossos smartphones, viajamos e acessamos comunicação em qualquer lugar do planeta.

A revolução está em órbita. E, pela primeira vez, estará disponível no bolso de qualquer pessoa, sem antenas, sem equipamentos extras e sem barreiras geográficas.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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