Em 15 de setembro, a Starlink, rede de internet via satélite da SpaceX, sofreu sua segunda grande interrupção global em um curto período de tempo. A falha afetou usuários em locais variados, desde a linha de frente na Ucrânia até regiões nos Estados Unidos, como Michigan. A interrupção levantou dúvidas sobre a capacidade de resiliência do serviço, que tem sido amplamente utilizado por clientes em áreas remotas e por militares, especialmente em zonas de conflito.
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A Starlink sofreu sua segunda interrupção global de conectividade em setembro de 2025, afetando usuários em diversos locais.
Essa interrupção seguiu-se a uma falha semelhante que ocorreu há poucas semanas, o que aumentou as preocupações sobre a confiabilidade do sistema. A SpaceX, no entanto, não forneceu muitos detalhes sobre os motivos específicos dessa segunda falha, mas uma investigação mais detalhada revelou que ela coincidia com a previsão de uma grande tempestade geomagnética emitida pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
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O impacto da tempestade geomagnética
O que é uma tempestade geomagnética?
Uma tempestade geomagnética ocorre quando há uma interação entre a magnetosfera da Terra e o vento solar, composto por partículas carregadas. Esse fenômeno pode causar distúrbios nos sistemas de comunicação, como o GPS e redes de satélites, além de afetar a operação de satélites em órbita. No caso da Starlink, a tempestade geomagnética registrada em 15 de setembro de 2025, com um índice K de 7 ou mais (NOAA G3), teve um impacto direto na conectividade do sistema.
Efeitos observados durante a tempestade
De acordo com a NOAA, a tempestade geomagnética resultou em uma série de efeitos adversos, como o aumento do arrasto do satélite, que pode comprometer sua trajetória, além de potenciais falhas nos sistemas de navegação GPS e nas comunicações de rádio. Os usuários da Starlink relataram uma perda temporária de conectividade, com a interrupção variando entre 30 minutos e uma hora e meia. A ausência de informações detalhadas sobre o impacto técnico exato da tempestade dificulta a análise precisa do problema.
Embora a SpaceX tenha dado poucas explicações sobre a falha, é possível que o aumento do arrasto sobre os satélites tenha causado dificuldades na transmissão de dados, resultando na interrupção do serviço. O fato de que a falha tenha ocorrido em sintonia com a tempestade geomagnética aponta para uma correlação entre os eventos.
A falha de 2025 e as comparações com a interrupção anterior

O que causou a interrupção anterior?
Antes de 15 de setembro, a Starlink já havia enfrentado uma falha significativa, que aconteceu em agosto de 2025. Dessa vez, o motivo da interrupção foi mais claro: uma atualização de capacidade para a rede terrestre da Starlink, envolvendo mais de 100 gateways de distribuição de sinal. Estes hubs, que servem para melhorar a cobertura e reduzir a latência, estavam sendo atualizados para permitir a transição para o Starlink gigabit, uma versão mais avançada do serviço.
Durante essa atualização, um erro humano na configuração do firmware dos gateways causou uma falha de comunicação que interrompeu a conectividade para os usuários durante cerca de três horas. A atualização era necessária para preparar a rede para a implementação dos novos satélites V3, que terão uma capacidade de throughput 10 vezes maior e permitirão velocidades de download de até 1 Gbps em 2026.
Como o serviço da Starlink foi afetado na tempestade geomagnética?
Diferentemente da falha de agosto, que teve uma duração significativa, a interrupção de 15 de setembro foi mais breve. A SpaceX não informou os detalhes técnicos exatos, mas a interrupção coincidiu com o pico da tempestade geomagnética, o que sugere que o evento astronômico teve um papel crucial na falha de conectividade.
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A tempestade geomagnética pode ter gerado flutuações no campo magnético da Terra, afetando diretamente a trajetória dos satélites da Starlink e, consequentemente, a sua capacidade de transmitir dados. Embora o impacto tenha sido mais curto, a falha ainda gerou uma perda de confiabilidade do serviço, o que pode afetar a percepção dos usuários sobre a estabilidade da rede.
Como a Starlink está se preparando para o futuro

Starlink V3: o futuro da conectividade via satélite
Apesar das falhas recorrentes, a Starlink está em pleno processo de evolução, com a SpaceX planejando o lançamento de novos satélites V3 em 2026. Estes satélites terão capacidade de transmissão de dados significativamente maior, com velocidades de download de até 1 Gbps, o que poderia melhorar a experiência de conectividade para os usuários, especialmente aqueles em áreas remotas ou de difícil acesso.
Esses novos satélites também serão mais resistentes a distúrbios geomagnéticos e poderão lidar melhor com eventos climáticos espaciais adversos. A Starlink está investindo fortemente para garantir que seus satélites sejam mais robustos e preparados para o futuro.
A preparação para tempestades geomagnéticas e eventos solares
Além de lançar novos satélites com maior capacidade, a Starlink e a SpaceX provavelmente intensificarão os esforços para melhorar a resiliência da rede contra tempestades geomagnéticas e outros eventos solares. A empresa deve trabalhar em colaboração com a NOAA e outras agências espaciais para prever e mitigar os efeitos desses fenômenos cósmicos no futuro, minimizando as interrupções de serviço para os usuários.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
