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Starlink no celular: veja quais modelos já funcionam com a internet via satélite no Brasil

Saiba como funciona a Starlink no Brasil, quais celulares são compatíveis e como a tecnologia impacta a conectividade e o mercado de delivery.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
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A conectividade global está prestes a dar um salto significativo. Desenvolvida pela SpaceX, empresa de exploração espacial liderada por Elon Musk, a Starlink promete levar internet de alta velocidade para qualquer lugar do planeta, inclusive regiões remotas e isoladas. A proposta é simples: democratizar o acesso à internet por meio de uma rede de satélites de órbita baixa.

Com testes previstos a partir de julho deste ano, a Starlink está cada vez mais próxima de permitir que smartphones comuns acessem sua rede, graças a uma parceria estratégica com a operadora americana T-Mobile. A princípio, o serviço será voltado para atendimentos emergenciais em áreas de difícil acesso, mas a expectativa é de expansão para uso comercial e doméstico no futuro próximo.

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O que é a Starlink e como funciona

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Imagem: Freepik e Canva

A Starlink é um serviço de internet via satélite que utiliza uma constelação de milhares de satélites em órbita baixa da Terra. Diferente dos satélites tradicionais, que ficam a aproximadamente 35 mil km de altitude, os da Starlink operam a cerca de 550 km, o que reduz significativamente a latência e melhora a qualidade da conexão.

A proposta da SpaceX é oferecer cobertura global, especialmente em locais onde redes de fibra óptica e telefonia convencional não chegam. Isso inclui áreas rurais, regiões de floresta, ilhas e até alto-mar.

Parceria com a T-Mobile: um passo além

Para viabilizar o acesso diretamente por smartphones, a Starlink firmou uma parceria com a operadora T-Mobile, nos Estados Unidos. Essa união visa permitir que dispositivos móveis se conectem diretamente aos satélites, sem a necessidade de antenas ou equipamentos adicionais.

O projeto está em fase de desenvolvimento, com testes públicos previstos para começar em julho de 2025. Inicialmente, o foco será em serviços de emergência, como envio de mensagens de texto em locais sem cobertura de sinal. Posteriormente, a ideia é expandir para chamadas de voz e acesso à internet de forma mais ampla.

Se a tecnologia avançar conforme o planejado, será uma revolução na conectividade global — e, naturalmente, uma grande oportunidade para países com desafios de infraestrutura, como o Brasil.

Celulares compatíveis com a internet da Starlink

Nem todos os aparelhos estão prontos para essa nova tecnologia. Para se conectar diretamente aos satélites da Starlink, os smartphones precisam ter componentes específicos de hardware e sistemas operacionais atualizados.

Modelos Apple compatíveis

  • iPhone 14 (todos os modelos)
  • iPhone 15 (todos os modelos)
  • iPhone 16 (todos os modelos)

Modelos Google compatíveis

  • Pixel 9 e suas variantes

Modelos Motorola compatíveis

  • Razr (2024)
  • Razr Plus (2024)
  • Moto Edge
  • Moto G Power 5G (2024)
  • Moto G 5G (2024)

Modelos Samsung compatíveis

  • Linha Galaxy A14 até A54
  • Linha Galaxy S21 até S25
  • Linha Galaxy Z Flip 3 até Z Flip 6
  • Linha Galaxy Z Fold 3 até Z Fold 6
  • Galaxy X Cover 6 Pro

Atenção à atualização dos sistemas

Manter o sistema operacional atualizado será essencial para garantir a compatibilidade com a tecnologia da Starlink. Dispositivos com versões antigas podem não conseguir acessar a rede, mesmo que sejam modelos compatíveis no hardware.

Benefícios da Starlink no Brasil

Se implementada no país, a Starlink pode beneficiar principalmente as populações de áreas rurais, comunidades ribeirinhas, regiões de mata e locais de difícil acesso onde atualmente não há cobertura de internet ou o sinal é extremamente instável.

Além disso, setores como agronegócio, turismo em áreas remotas, transporte marítimo e até órgãos de defesa civil poderão se beneficiar da conectividade constante, independente da localização.

Guerra do Delivery: Uma Nova Frente Tecnológica

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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Enquanto a Starlink promete revolucionar a conectividade, outro setor vive sua própria revolução: o mercado de delivery no Brasil. O segmento, que cresceu exponencialmente nos últimos anos, agora enfrenta uma concorrência feroz, conhecida como “Guerra do Delivery”.

Crescente insatisfação e novos players no mercado

O aumento dos custos operacionais, as reclamações de entregadores sobre remuneração e condições de trabalho, somados à busca dos consumidores por serviços mais baratos, pressionam líderes como o iFood.

Empresas como a 99Food ensaiam um retorno ao mercado, apostando em taxas menores e mais benefícios tanto para consumidores quanto para restaurantes. A chinesa Meituan também planeja sua entrada no Brasil até 2026, o que promete acirrar ainda mais a disputa.

Novas tarifas e inflação no setor

Além das comissões cobradas dos restaurantes, que já eram motivo de queixas, o iFood implementou recentemente uma nova taxa, aparentemente de valor baixo, mas que, somada ao frete e à gorjeta, pesa no bolso dos consumidores.

Com o aumento do preço dos alimentos e dos custos logísticos, qualquer nova cobrança gera forte impacto no orçamento dos usuários, além de desgastar a imagem da plataforma.

Impacto da conectividade na logística de entregas

A chegada da Starlink, por sua vez, também pode ter reflexos no setor de delivery, especialmente em regiões onde há dificuldades de cobertura de internet. Imagine entregadores operando em cidades do interior, zonas rurais ou em periferias com sinal precário, agora tendo acesso à internet estável via satélite.

Esse tipo de tecnologia pode ser uma aliada estratégica para empresas que buscam expandir suas operações para além dos grandes centros urbanos.

O futuro da internet e da economia digital no Brasil

A junção dos avanços tecnológicos, como a internet via satélite da Starlink, com a transformação dos mercados digitais, como o delivery, sinaliza um futuro onde conectividade e competitividade estarão ainda mais entrelaçados.

Para os consumidores, isso pode significar mais opções, melhores serviços e, possivelmente, redução de custos à medida que novas empresas entram no mercado. Para os negócios, especialmente os que dependem de logística e internet, será essencial se adaptar rapidamente às inovações que estão batendo à porta.

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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