A rede americana de fast food Steak ’n Shake revelou, no dia 9 de maio, que seus clientes poderão utilizar Bitcoin (BTC) como forma de pagamento a partir de 16 de maio de 2025.
Steak ’n Shake adota Bitcoin e inaugura nova era nos pagamentos de Fast Food
A Steak ’n Shake começará a aceitar Bitcoin como forma de pagamento em suas lojas a partir de 16 de maio, sinalizando um passo importante na adoção de criptomoedas.
A novidade foi anunciada em uma postagem nas redes sociais da empresa, assinada de maneira descontraída como “Steaktoshi”, em referência ao pseudônimo do criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto.
“Mais de 100 milhões de clientes poderão pagar em Bitcoin. E isso é só o começo”, declarou a empresa na rede social X (antigo Twitter).
Com mais de 500 unidades espalhadas pelos Estados Unidos, a Steak ’n Shake torna-se uma das primeiras grandes redes de restaurantes a implementar o pagamento com Bitcoin em larga escala, marcando um novo capítulo na jornada de adoção mainstream das criptomoedas.
Leia mais:
Bitcoin supera Amazon e atinge novo marco histórico como 5º maior ativo do mundo
Estratégia de marketing com temática Bitcoin atrai a comunidade

O movimento da Steak ’n Shake começou discretamente em março de 2025, quando a rede publicou nas redes sociais:
“A Steak ‘n Shake deveria aceitar Bitcoin?”
A pergunta foi direta, mas causou grande repercussão. Rapidamente, nomes influentes no ecossistema cripto, como Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter e entusiasta declarado do BTC, responderam afirmativamente. A postagem viralizou e gerou um intenso debate na comunidade.
Campanhas com temática cripto
Desde então, a marca passou a adotar uma linguagem fortemente inspirada no universo do Bitcoin, com campanhas publicitárias que incluíam referências visuais ao BTC, promoções com Tesla, além de slogans que remetem à cultura cripto. Essa estratégia engajou tanto entusiastas quanto curiosos.
Bitcoin como forma de pagamento: uma tendência que ganha força
Ao contrário de outras experiências pontuais em franquias isoladas, o anúncio da Steak ’n Shake envolve todas as unidades nos Estados Unidos. Isso representa um salto considerável para a integração do Bitcoin no varejo tradicional, que até então vinha sendo testado de maneira mais contida.
Segundo especialistas, esse tipo de adoção em rede nacional pode estimular a aceitação do Bitcoin por outras marcas, especialmente se os resultados operacionais forem positivos.
Outras redes de fast food que já aceitaram Bitcoin
A decisão da Steak ’n Shake não é inédita no mundo do fast food, mas o escopo é um diferencial. Diversas marcas já flertaram com a criptoeconomia ao longo dos anos.
Subway: o pioneiro silencioso
Em 2013, a rede Subway foi uma das primeiras a testar o Bitcoin como meio de pagamento. Algumas franquias nos EUA aceitaram BTC em caráter experimental, o que foi considerado revolucionário na época, quando o Bitcoin ainda era desconhecido para o grande público.
KFC e o famoso “Bitcoin Bucket”
Em 2018, o KFC Canadá lançou uma campanha limitada chamada “Bitcoin Bucket”, na qual era possível adquirir um balde de frango utilizando BTC. A ação tinha foco promocional e, embora não tenha se tornado permanente, foi amplamente divulgada como um exemplo de inovação.
McDonald’s e o caso suíço
O McDonald’s aceita atualmente pagamentos com Bitcoin em Lugano, na Suíça, onde a criptomoeda foi integrada ao sistema local como parte de um programa de incentivo à economia digital. Lá, os consumidores podem pagar Big Macs com BTC em terminais adaptados.
Chipotle e a Flexa
Desde 2022, a rede mexicana Chipotle aceita Bitcoin e mais de 90 outras criptomoedas via a plataforma Flexa, que fornece um sistema instantâneo e conversível de pagamento digital em diversas lojas.
Burger King e suas múltiplas experiências
O Burger King já permitiu pagamentos em cripto em vários países, incluindo Alemanha, Holanda e Venezuela. Em alguns lugares, os consumidores podiam pagar diretamente com Bitcoin ou usar gift cards comprados com cripto.
Pizza Hut e o caso de El Salvador
A Pizza Hut foi uma das primeiras grandes redes a aceitar Bitcoin como moeda legal em El Salvador, após a aprovação da Lei Bitcoin em 2021. O país se tornou referência mundial nesse tipo de iniciativa.
A primeira compra com Bitcoin também foi fast food

Um fato curioso e histórico reforça ainda mais a ligação entre o Bitcoin e o setor de fast food: a primeira transação comercial com BTC, em 2010, foi feita para comprar comida.
O programador Laszlo Hanyecz pagou 10.000 BTC por duas pizzas, o equivalente a cerca de US$ 40 na época. Hoje, esses mesmos 10.000 BTC valeriam mais de US$ 1 bilhão.
O dia 22 de maio ficou marcado como o “Bitcoin Pizza Day”, celebrado anualmente por entusiastas da criptomoeda.
Por que a aceitação do Bitcoin é um marco para o setor?
Ao integrar o BTC aos sistemas de pagamento, empresas como a Steak ’n Shake ajudam a normalizar o uso das criptomoedas no dia a dia, algo crucial para sua consolidação como alternativa viável ao dinheiro tradicional.
Benefícios para comerciantes e consumidores
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Entre os benefícios percebidos estão:
- Redução de taxas em relação a sistemas tradicionais como cartões de crédito;
- Transações rápidas e globais;
- Acesso a novos perfis de consumidores, como os “bitcoiners”;
- Promoção de inovação e imagem de vanguarda.
Quais os desafios dessa implementação?
Apesar das vantagens, o Bitcoin ainda enfrenta alta volatilidade, o que pode representar um risco para comerciantes que recebem o ativo sem conversão imediata para moeda fiduciária.
Adaptação tecnológica
As redes de fast food também precisam investir em infraestrutura para aceitar pagamentos em cripto — o que inclui terminais compatíveis, capacitação de funcionários e integração com gateways de pagamento como BitPay, Flexa ou Strike.
Efeitos no mercado e na percepção pública
O anúncio da Steak ’n Shake causou entusiasmo imediato nas redes sociais. Além do apoio de figuras influentes como Jack Dorsey, diversos entusiastas viram a iniciativa como um sinal de amadurecimento do mercado cripto.
A aceitação do Bitcoin por uma rede nacional pode incentivar outras marcas a adotarem a mesma prática, gerando um efeito dominó na indústria alimentícia e varejista.
Steak ’n Shake: uma marca em renovação
Fundada em 1934, a Steak ’n Shake construiu sua reputação com hambúrgueres feitos à mão e milk-shakes tradicionais. A rede tem forte presença nos estados do centro e sul dos EUA, mas vem buscando modernização e expansão digital nos últimos anos.
A estratégia atual representa não apenas um esforço para atrair consumidores jovens e conectados, mas também um movimento para reposicionar a marca como inovadora e antenada às novas formas de consumo.
O futuro do Bitcoin no varejo: para onde vamos?
Com a evolução das soluções de escalabilidade como Lightning Network e integração com carteiras digitais simplificadas, o pagamento com Bitcoin está se tornando cada vez mais rápido, barato e amigável ao usuário comum.
Especialistas acreditam que nos próximos cinco anos, a adoção pode deixar de ser exceção e se tornar parte da infraestrutura padrão de pagamentos no varejo.
Conclusão: um hambúrguer que vale mais do que dinheiro
A entrada da Steak ’n Shake no universo cripto não é apenas simbólica — ela pode representar o início de uma nova fase de adoção em massa do Bitcoin como forma legítima de pagamento.
Se o movimento for bem-sucedido, pode marcar o início de uma tendência mais ampla, com outras redes seguindo o exemplo. Afinal, o que hoje parece novidade, amanhã pode se tornar o novo normal.
