A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga a ação penal envolvendo o ex-presidente e ex- senador Fernando Collor de Mello. Além do alagoano, junto a ele há mais dois empresários acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
STF suspende mais uma vez julgamento de ex-presidente
STF suspende julgamento de ex-presidente: novo adiamento causa expectativa e tensão na sociedade. Confira.
A ação é referente a esses crimes na BR Distribuidora e foi suspensa antes do último voto da presidenta do Tribunal, Rosa Weber. A Corte ainda precisa decidir e fazer a dosimetria da pena atribuída a Collor, que determinará a extensão da punição.
Na semana anterior, a maioria dos ministros já havia votado pela condenação de Collor por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Enquanto alguns magistrados votaram pela absolvição de todos os envolvidos.
Relator vota por condenação de Collor
Relator do caso, o ministro Edson Fachin votou pela condenação do ex-senador. Ele indicou a condenação por 33 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, além do pagamento de multa. No entanto, os demais ministros ainda precisam discutir a dosimetria da pena antes de finalizar o julgamento.
A definição da pena requer a análise do plenário em relação ao enquadramento de Collor em associação criminosa, como propõe o ministro André Mendonça, ou organização criminosa, como o relator Fachin propõe. Quatro ministros acompanharam o posicionamento do relator. Foram eles Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Enquanto o ministro Dias Toffoli votou com Mendonça.
Denúncia sustenta vantagem financeira indevida
A denúncia apresentada sustenta que Collor teria solicitado e aceitado uma promessa de vantagem financeira indevida para favorecer um contrato entre a BR Distribuidora e a empresa Derivados do Brasil. Assim, a questão era relacionada à troca de bandeira de postos de combustível. Essa vantagem teria sido recebida pelo ex-senador alagoano e outros réus.
De acordo com a denúncia apresentada em 2015, os pagamentos ilícitos teriam ocorrido entre os anos de 2010 e 2014. Estes estariam relacionados a negócios da BR Distribuidora nos quais Collor teria influência direta. Afinal, à época a subsidiária contava com dois diretores indicados pelo político.
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A transparência e a busca por justiça no combate à corrupção são pilares fundamentais para a sociedade brasileira. Além disso, a decisão final do STF nesse caso poderá enviar uma mensagem importante no sentido de fortalecer esses princípios.
O desenrolar do julgamento está sendo acompanhado atentamente, uma vez que suas repercussões podem estabelecer precedentes relevantes para futuros casos envolvendo corrupção e crimes contra a administração pública no Brasil.
Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com
