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Super MEI: nova categoria pode beneficiar empreendedores com faturamento entre R$ 81 mil e R$ 140 mil

Projeto de lei cria o Super MEI, nova faixa para quem fatura entre R$ 81 mil e R$ 140 mil. Entenda as mudanças e benefícios.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
MEI

A formalização de pequenos negócios no Brasil pode ganhar um novo capítulo em 2025 com a possível aprovação do projeto de lei complementar que cria a figura do Super MEI. A proposta visa preencher uma lacuna enfrentada por empreendedores que ultrapassam o limite atual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), mas ainda não têm estrutura para se tornarem Microempresas (ME).

A medida, se aprovada, tem potencial de beneficiar milhares de brasileiros, incentivando a formalização, aumentando a arrecadação tributária e impulsionando a geração de empregos em um cenário de recuperação econômica.

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O que é o Super MEI?

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Imagem: Freepik e Canva

Uma nova faixa de transição para o empreendedor brasileiro

A proposta, apresentada pela senadora Ivete da Silveira (MDB/SC), cria a categoria Super MEI, destinada a empresários com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 140 mil. A ideia é criar uma faixa intermediária, permitindo que pequenos empreendedores continuem formalizados com uma carga tributária reduzida, mesmo após ultrapassarem o teto atual do MEI.

Além disso, o projeto prevê que o Super MEI poderá contratar até dois empregados, ao contrário do MEI tradicional, que permite apenas um. A contribuição previdenciária também será ajustada: passará a ser de 8% sobre o salário mínimo, superior à alíquota do MEI, mas ainda menor que a exigida para microempresas.

Como é hoje o limite do MEI?

Atualmente, para se enquadrar como MEI, o empreendedor deve faturar até R$ 81 mil por ano. Esse valor está congelado desde 2018, mesmo com a inflação acumulada e os impactos econômicos recentes, como a pandemia de COVID-19. Muitos empreendedores acabam sendo obrigados a migrar para uma categoria mais cara e burocrática, a das Microempresas, ao ultrapassarem esse limite — mesmo que de forma modesta.

Quem pode se beneficiar com o Super MEI?

Formalização e permanência no regime simplificado

A proposta é especialmente vantajosa para os chamados “MEIs por necessidade”, que começaram a empreender de forma informal e conseguiram crescer minimamente. Com o Super MEI, será possível manter-se dentro do regime simplificado mesmo com o faturamento acima do teto atual.

Além disso, a possibilidade de contratar dois funcionários poderá estimular a geração de empregos formais, principalmente em setores como serviços, alimentação, artesanato e pequenos comércios — onde muitos MEIs atuam.

Impactos econômicos e sociais da medida

Estímulo ao empreendedorismo e à formalização

A senadora Ivete da Silveira afirma que a proposta tem grande potencial de impacto positivo. “Estamos criando uma ponte entre o MEI e a Microempresa. Muitos empreendedores crescem, mas esbarram nos custos e na burocracia. O Super MEI dá fôlego para esse crescimento continuar”, defende.

Segundo dados do Sebrae, cerca de 15 milhões de brasileiros estão registrados como MEI, mas estima-se que milhões operem na informalidade por receio de sair da categoria ao atingir o limite de faturamento. A criação do Super MEI pode contribuir significativamente para a redução da informalidade no país.

Geração de renda e aumento da arrecadação

Do ponto de vista do governo, a medida também representa um aumento potencial na arrecadação tributária, sem sufocar os pequenos empresários. Ao manter esses negócios formalizados, evita-se a perda de receita e amplia-se o acesso dos empreendedores ao sistema previdenciário e ao crédito.

Trâmites do projeto e expectativa de aprovação

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Apoio político e institucional

O projeto foi apresentado ao ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, que manifestou apoio à proposta. O texto agora será discutido com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e deve tramitar no Congresso ainda em 2025.

A expectativa é positiva, especialmente após manifestações favoráveis do presidente da República. A ampla aceitação política pode acelerar o processo legislativo, viabilizando a nova categoria ainda neste ano.

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O que falta para o Super MEI virar realidade?

Para ser aprovado, o projeto precisa passar por comissões temáticas no Senado, seguido de votação em plenário. Depois, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados e, se aprovado sem alterações, é sancionado pelo presidente.

Comparativo entre MEI, Super MEI e Microempresa

CategoriaFaturamento AnualNº de FuncionáriosContribuição PrevidenciáriaRegime Tributário
MEIAté R$ 81 mil15% do salário mínimoSimples Nacional
Super MEI (proposta)De R$ 81 mil a R$ 140 mil28% do salário mínimoSimples Nacional (simplificado)
MicroempresaAté R$ 360 milAté 9 (comércio/serviços)Entre 11% e 20% sobre pró-laboreSimples Nacional (com mais obrigações)

Desafios e pontos de atenção

Apesar das expectativas positivas, especialistas alertam para a importância de detalhamento na regulamentação do Super MEI. É necessário definir com clareza os critérios de transição, fiscalização, obrigações acessórias e limites de enquadramento para evitar distorções ou insegurança jurídica.

Contadores e entidades como o Sebrae também defendem que o novo modelo seja simples, acessível e digital, para não criar obstáculos que dificultem a adesão.

Conclusão

O Super MEI representa uma resposta concreta a uma demanda antiga dos pequenos empreendedores brasileiros: a criação de uma faixa de transição que favoreça o crescimento sustentável sem penalizar o empreendedor que ultrapassa os limites do MEI.

Se aprovado ainda em 2025, como prevê a senadora Ivete da Silveira, a nova categoria poderá se tornar um marco na política de incentivo ao microempreendedorismo, reduzindo a informalidade, gerando empregos e promovendo desenvolvimento econômico local.

A proposta reforça a ideia de que crescer no Brasil não deve ser uma punição, mas sim uma oportunidade — e o Super MEI pode ser o primeiro passo nesse caminho.

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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