O rotativo do cartão de crédito é tema de uma discussão entre o Ministério da Fazenda e bancos brasileiros. A intenção é apontar soluções que ajudem a reduzir as taxas dos juros desse tipo de empréstimo, que tem deixado muitos consumidores endividados.
Uma das alternativas que mais chama atenção envolve o fim do crédito rotativo na prática. No entanto, o governo e o setor financeiro também debatem se pode ser uma boa ideia desestimular o parcelamento sem juros. Isso ocorreria ou por meio de aumento de tarifas para os comerciantes ou através de diferença entre o valor do pagamento à vista e do parcelado.
Outras alternativas para a solução do problema
Também existe a sugestão de cobrança de taxas fixas no parcelamento sem juros e aumento da tarifa de intercâmbio. Assim, caso o cliente não quitasse a fatura ou optasse pelo pagamento o mínimo, o saldo devedor não entraria no rotativo, mas cairia no parcelamento em até 12 vezes. O percentual seria menor do que o cobrado no crédito.
Atualmente, o consumidor pode pagar o valor total da fatura ou uma parte da cobrança. Dessa maneira, ao decidir pela segunda opção, o crédito rotativo é acionado e a dívida vai para o mês seguinte. Assim, havendo incidência de juros sobre a quantia que ainda precisa de quitação.
Cartão de crédito: rotativo está em pauta em grupo de trabalho
Os altos juros do crédito rotativo estão em voga no debate do grupo de trabalho criados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com o Ministério da Fazenda e o Banco Central. A princípio, até citaram a possibilidade de aplicar de um teto para as taxas, mas a alternativa não teve adesão.
O descarte da ideia ocorreu após o setor financeiro apresentar os prejuízos para o segmento de cartões. Inclusive, o teto para os juros é citado no Projeto de Lei (PL) nº 987/2023, ainda em trâmite. A proposta é de autoria do deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA).
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