O avanço tecnológico trouxe inúmeros benefícios, mas também ampliou significativamente o alcance de ameaças cibernéticas, como malwares e vírus. Um desses perigos emergentes é o GoatRAT, também conhecido como o ‘vírus do Pix’, que tem gerado preocupações no Brasil. Logo, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra os possíveis criadores de malwares financeiros.
Suspeito de criar e vender ‘vírus do pix’ é preso pela Polícia Civil
Saiba mais sobre a prisão de um suspeito de criar o 'vírus do Pix' e como isso afeta a segurança das transações financeiras online!
Na manhã da última terça-feira (14), autoridades prenderam um dos suspeitos por trás do GoatRAT, marcando um avanço fundamental na operação DEV DOWN. Este malware se destacou por sua abordagem inovadora e perigosa nas transações financeiras fraudulentas. Continue a leitura para mais informações!
O que é o ‘vírus do Pix’?

O GoatRAT, diferentemente de outros malwares, é vendido em uma plataforma online conhecida como CriminalFUN, categorizado como um serviço de fraude (FAAS – Fraud as a Service). Isso significa que qualquer indivíduo, sem conhecimentos avançados de programação, pode adquirir e utilizar esse ‘vírus do Pix’ para realizar crimes financeiros.
Este tipo de ameaça é particularmente preocupante devido à sua capacidade de realizar transferências financeiras não-autorizadas, comprometendo diretamente a segurança financeira das vítimas. O sistema por trás do GoatRAT permite realizar transações automáticas, pulando algumas das barreiras de segurança como a autenticação de dois fatores (2FA).
Quais são os seus riscos?
O ‘vírus do Pix’ inicia uma conexão com um servidor de Comando & Controle para acessar a chave de transferências das vítimas. Posteriormente, realiza um overlay malicioso em apps bancários legítimos para executar transações financeiras sem que o usuário perceba.
Ademais, um sistema de overlay malicioso é quando um malware simula uma página ou mensagem falsa sobrepondo um aplicativo legítimo, visando roubar credenciais ou realizar outras atividades fraudulentas.
Assim, uma vez que o cibercriminoso consegue controlar o dispositivo, ele pode transferir quantidades de dinheiro diretamente das contas das vítimas para contas laranjas, facilitando diversas formas de lavagem de dinheiro.
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Quais são as medidas de prevenção?
Dito isso, confira abaixo algumas dicas de como evitar golpes financeiros e se prevenir contra o perigoso ‘vírus do Pix’.
- Instalar apps apenas através da Google Play Store: Evitar a instalação de APKs de fontes desconhecidas pode reduzir significativamente o risco de infecção;
- Mantenha um antivírus atualizado: Programas antivírus podem detectar e remover malwares antes que eles causem danos;
- Utilizar autenticação biométrica: Recursos como impressões digitais e reconhecimento facial oferecem um nível extra de segurança;
- Desconfie de links e ofertas recebidas: SMS e e-mails são meios comuns por onde criminosos tentam disseminar malwares;
- Ativar o Google Play Protect: Manter esse recurso ativo oferece uma camada adicional de segurança contra aplicações maliciosas.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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