A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou em primeiro turno, na última terça-feira (13), um subsídio que pode reduzir em 25% a tarifa de transporte público da capital mineira. Isso porque o projeto se refere ao investimento de R$ 512 milhões destinado às empresas de ônibus da capital mineira.
O Projeto de Lei recebeu aprovação com ampla maioria na Câmara Municipal, com 38 votos a favor e apenas 2 votos contrários.
Entre eles, estão a vereadora Fernanda Pereira Altoé e o vereador Braulio Lara, ambos do Partido Novo. A sessão foi presidida pela parlamentar Marcela Trópia, também integrante do Partido Novo.
Tarifa deve diminuir em 25%
Após diversos impasses entre os dois poderes, espera-se que, com a aprovação do Projeto de Lei 538/2023, o valor da tarifa de ônibus, que havia subido para R$ 6 no final de abril, retorne ao valor de R$ 4,50.
Quando aumentou, o reajuste sofreu diversas críticas entre a população e setores progressistas. Para o gerente da Fundação do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da UFMG (IPEAD), Eduardo Antunes, a mudança poderia fazer os preços aumentarem na capital.
“Um reajuste desse num produto tão importante como o ônibus acaba impactando toda a cadeia que existe em torno disso: alimentos, a prestação de serviços, tudo fica mais caro indiretamente também”, disse Antunes.
Além disso, após o reajuste, a capital mineira passou a liderar o ranking das capitais com as passagens de ônibus mais caras do Brasil.
Gratuidade para estes grupos
Além da redução da tarifa, o projeto também prevê benefícios específicos para determinados grupos da população. Moradores de vilas e favelas, estudantes e pessoas em tratamento de saúde terão direito à gratuidade no transporte público.
Além disso, o subsídio oferecerá auxílio transporte para pessoas em situação de vulnerabilidade extrema e mulheres vítimas de violência.
Imagem: Max4e Photo / Shutterstock.com
