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Tarifa dos EUA impactará 4% das exportações brasileiras

Haddad afirma que tarifa dos EUA impactará 4% das exportações brasileiras, mas metade terá destino alternativo.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Durante a 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, realizada nesta terça-feira (5), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos afetará 4% das exportações brasileiras destinadas ao país norte-americano. No entanto, segundo ele, metade desse volume — cerca de 2% — já terá destino alternativo garantido.

A declaração ocorreu em meio à crescente apreensão do mercado sobre os impactos econômicos dessa medida sobre setores estratégicos do comércio exterior brasileiro.

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Impacto parcial e redirecionamento de produtos

tarifaço
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Haddad buscou tranquilizar o mercado ao explicar que a maior parte das exportações afetadas trata-se de commodities com valor de mercado internacional, o que permite rápida realocação para outros países compradores.

“Dos 4%, mais de 2% terão, naturalmente, outra destinação porque são commodities com preço internacional que vão encontrar o seu destino no curto ou no médio prazo”, afirmou o ministro.

Setores mais vulneráveis devem receber atenção especial

Apesar do tom otimista, Haddad reconheceu que a situação exige atenção, principalmente para setores que empregam massivamente e que estão mais suscetíveis à variação de demanda externa, como a fruticultura.

“Não é porque 2% ou 1,5% das exportações serão afetadas que nós vamos baixar a guarda. Sabemos que há, nesse 1,5%, setores muito vulneráveis, que geram muito emprego e que exigem atenção especial, que será dada”, afirmou.

A fala do ministro indica que o governo prepara medidas para mitigar os efeitos do tarifaço em segmentos específicos, especialmente os que dependem fortemente das vendas para os Estados Unidos.

Histórico das exportações para os EUA

O ministro relembrou que as exportações brasileiras para os EUA já representaram 25% de todo o volume exportado pelo país, mas que esse percentual foi reduzido para 12%, graças à política de diversificação de mercados internacionais, adotada durante o primeiro governo Lula, em 2003.

Segundo Haddad, essa diversificação reduziu a dependência brasileira do mercado norte-americano, tornando o país menos vulnerável a medidas protecionistas dos EUA, como a que agora se apresenta.

Respostas e articulações diplomáticas

Embora não tenha detalhado medidas concretas, Haddad afirmou que o governo federal está atento aos desdobramentos do tarifaço e deve buscar soluções tanto no âmbito interno quanto nas relações exteriores.

“Vamos socorrer essas famílias prejudicadas com uma agressão que já foi chamada de injusta, indevida e não condizente com os 200 anos de relação fraterna que nos ligam ao povo dos Estados Unidos”, disse o ministro.

A fala reforça o posicionamento do Brasil de buscar manter o diálogo diplomático com os EUA, mesmo diante de medidas consideradas hostis à economia brasileira.

Outros pontos destacados por Haddad

Apesar da tensão em torno das tarifas, o ministro aproveitou a ocasião para destacar conquistas econômicas recentes do governo, que, segundo ele, têm sido ofuscadas pelo temor gerado pelo tarifaço. Entre os pontos positivos citados por Haddad, estão:

  • Saída do Brasil do Mapa da Fome, segundo a FAO;
  • Menor taxa de desemprego da história, atualmente em 5,8%;
  • Aumento real da renda da população, em patamares não vistos desde o Plano Real;
  • Redução da inflação e da desigualdade social, para níveis históricos;
  • Melhora nas contas públicas e manutenção de investimentos em infraestrutura e educação.

“Foi uma semana apreensiva, mas com muita notícia boa. Conquistas que levam bem-estar à população”, declarou.

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Cenário geopolítico e otimismo na condução econômica

Em sua fala, Haddad também mencionou o cenário geopolítico instável e as transformações no comércio global, que exigem adaptação e resiliência da economia brasileira. Para ele, é necessário manter o otimismo mesmo diante das adversidades.

“Temos que olhar para tudo isso com otimismo, até porque sem otimismo eu não aconselho alguém a assumir o Ministério da Fazenda do Brasil”, brincou o ministro.

Possíveis desdobramentos para o setor exportador

Haddad
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Economistas avaliam que, embora o percentual afetado possa parecer pequeno, os efeitos localizados podem ser severos, principalmente em cadeias produtivas menos robustas e com menor capacidade de diversificação.

Segundo especialistas em comércio exterior, os produtores agrícolas do Nordeste e Norte do país podem ser os mais impactados, caso não haja políticas compensatórias.

Expectativa para o segundo semestre

O governo federal pretende manter as articulações diplomáticas com os EUA e, ao mesmo tempo, fortalecer programas de incentivo à exportação para novos mercados, inclusive ampliando acordos comerciais com a Ásia, África e América Latina.

A expectativa é que, com uma postura ativa, o Brasil consiga driblar parte dos efeitos do tarifaço e manter o ritmo positivo de crescimento nas exportações, que tem sido fundamental para o equilíbrio da balança comercial.

Com informações de: Agência Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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