A comissão mista do Congresso aprovou uma medida provisória que altera a TSEE, garantindo desconto ou isenção na tarifa de luz para famílias de baixa renda. A medida visa isentar famílias de baixa renda da conta de luz em casos de baixo consumo, ampliando o alcance do benefício.
Tarifa social de energia elétrica é aprovada e pode reduzir contas de luz
Tarifa Social de Energia Elétrica foi aprovada e vai beneficiar milhões de famílias de baixa renda, garantindo isenção parcial ou total da conta.
Apesar da aprovação na comissão, o texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado para entrar em vigor de forma definitiva.
O que é a tarifa?

A Tarifa Social de Energia Elétrica é um benefício do governo federal destinado a famílias de baixa renda, que proporciona descontos ou isenção total da conta de luz, conforme o consumo mensal.
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Segundo o governo, a medida beneficiará diretamente cerca de 4,5 milhões de famílias, que terão gratuidade total, e 17,1 milhões que terão isenção parcial, com cobertura dos primeiros 80 kWh de consumo mensal.
Regras da Tarifa Social
Instalações trifásicas
- Consumo até 80 kWh: a família terá a conta de luz gratuita, pagando apenas custos não relacionados ao consumo, como contribuição de iluminação pública ou ICMS, conforme legislação local.
- Consumo entre 80 e 100 kWh: o consumidor deve pagar a diferença referente ao custo de disponibilidade da rede, valor mínimo cobrado pela distribuidora para manutenção da rede elétrica.
Custo de disponibilidade
O custo de disponibilidade é o valor mínimo que a distribuidora cobra para remunerar gastos com a infraestrutura necessária para fornecer energia, mesmo quando o consumo é baixo.
Concessão automática do benefício
A Tarifa Social é concedida automaticamente. Para receber, basta que o responsável pelo contrato de energia elétrica esteja enquadrado em um dos programas de governo listados acima. Não é necessário solicitar diretamente à distribuidora.
Além da gratuidade, a MP prevê:
- Tarifas diferenciadas por horário de consumo;
- Energia pré-paga;
- Tipos de tarifa conforme local e complexidade de consumo.
MP 1300/25 e o futuro da regulação de energia
O relator da MP, deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), explicou que o texto se concentrou exclusivamente na tarifa social.
Impacto esperado na conta de luz

- 4,5 milhões de famílias terão isenção total da conta de luz;
- 17,1 milhões de famílias pagarão apenas pelo consumo acima de 80 kWh.
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Especialistas afirmam que a medida também pode incentivar um uso mais responsável da energia elétrica. Como os descontos da Tarifa Social se aplicam apenas até um determinado limite de consumo, as famílias têm um incentivo adicional para controlar o gasto de energia, evitando desperdícios.
Além disso, a política contribui para a conscientização sobre a eficiência energética, estimulando hábitos mais sustentáveis no dia a dia, como o uso racional de eletrodomésticos e a adoção de tecnologias mais econômicas.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quem pode receber a Tarifa Social de Energia Elétrica?
Famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, idosos ou pessoas com deficiência beneficiários do BPC, pessoas com doenças ou deficiências que dependam de aparelhos elétricos, e famílias indígenas ou quilombolas com consumo de até 80 kWh.
2. Preciso solicitar o benefício à distribuidora?
Não. A Tarifa Social é concedida automaticamente se o titular do contrato de energia estiver enquadrado em algum dos critérios.
3. Quais custos não estão cobertos pela Tarifa Social?
Taxas não relacionadas ao consumo, como contribuição de iluminação pública e ICMS, podem ser cobradas de acordo com a legislação estadual ou municipal.
Considerações finais
A Tarifa Social de Energia Elétrica representa um importante avanço social, oferecendo alívio financeiro direto às famílias de baixa renda. A medida também reforça políticas de inclusão e proteção social, garantindo que o acesso à energia elétrica continue universal, mesmo em momentos de crise econômica.
Acompanhar a aprovação final da MP 1300/25 nos plenários da Câmara e do Senado é essencial, pois apenas após a sanção presidencial o benefício terá validade plena em todo o país.
