Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

‘Tarifaço’ deve afetar 0,6% do PIB, alerta Ricardo Amorim em Belo Horizonte

Ricardo Amorim afirma que o tarifaço de Trump não afetará a economia brasileira, e a Selic começará a cair em 2026, favorecendo o mercado.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Trump

Em um cenário global de incertezas econômicas, o economista Ricardo Amorim afirmou que o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos não será tão severo para a economia brasileira. Durante sua palestra no evento InfraBusiness Expo, realizada em Belo Horizonte, ele destacou uma visão positiva sobre o futuro econômico do Brasil, incluindo a expectativa de uma queda na taxa básica de juros (Selic) em 2026. Amorim também comentou sobre a desvalorização do dólar, o impacto das exportações brasileiras, e o papel crescente da Inteligência Artificial nas empresas.

Neste artigo, vamos analisar as declarações de Amorim e o panorama econômico do Brasil para os próximos anos, considerando as previsões sobre a Selic, a economia global e as novas tecnologias que podem transformar o mercado de trabalho.

Leia mais:

Governo anuncia plano de R$ 30 bilhões em resposta ao tarifaço de Trump

Tarifaço
Edição: Seu Crédito Digital

O tarifaço de Trump e os impactos na economia brasileira

O que é o tarifaço de Trump?

O termo “tarifaço de Trump” refere-se às tarifas elevadas impostas pelo governo dos Estados Unidos a diversos produtos importados, especialmente de países como a China, mas com impacto indireto também sobre o Brasil. Essas tarifas visam aumentar a competitividade dos produtos americanos e reduzir o déficit comercial com outras nações. No entanto, essa política comercial gera tensões globais, principalmente em economias emergentes como a brasileira.

Impacto na economia brasileira

Ricardo Amorim ressaltou em sua palestra que, apesar do tarifaço de Trump, o impacto sobre o Brasil será mínimo. Segundo o economista, as exportações brasileiras representam de 15% a 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e a participação dos Estados Unidos nesse total é de cerca de 12%. Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente US$ 40,3 bilhões para os EUA, mas a diversidade de mercados para os produtos brasileiros pode atenuar o impacto.

“Apesar das dificuldades impostas pelo tarifaço, o governo brasileiro tem adotado medidas de isenção e apoio aos setores afetados. Isso ajuda a reduzir danos econômicos, além da possibilidade de redirecionar os produtos para outros países ou aumentar as vendas no mercado interno”, afirmou Amorim. Ele estima que o tarifaço de Trump poderá afetar apenas 0,6% do PIB brasileiro.

Medidas de apoio do governo brasileiro

Além das isenções, o governo federal tem implementado uma série de medidas para proteger os setores mais afetados pelo tarifaço. O apoio ao agronegócio, à indústria e à infraestrutura pode ajudar a minimizar o impacto, mantendo o fluxo comercial com os EUA e outros parceiros comerciais importantes.

A queda da Selic e as perspectivas para o Brasil em 2026

selic
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

O impacto da desvalorização do dólar

Em sua análise, Amorim também destacou que a desvalorização do dólar frente ao real contribui para a redução dos custos das importações brasileiras, ajudando a diminuir a inflação no país. A moeda americana perdeu 13% de seu valor em relação ao real entre janeiro e julho deste ano, o que teve efeitos benéficos sobre o custo de produtos e insumos importados.

A queda do dólar também tem um impacto positivo sobre o equilíbrio comercial, tornando as exportações brasileiras mais competitivas no mercado global, além de melhorar a balança comercial do Brasil.

Previsão de queda na Selic a partir de 2026

Ricardo Amorim prevê que a Selic começará a cair em 2026, uma vez que o Brasil está se posicionando como uma das economias emergentes mais atraentes para investidores internacionais. Ele ressalta que, enquanto os Estados Unidos enfrentam relações comerciais tensas com a China e lidam com desafios geopolíticos relacionados à guerra na Ucrânia, o Brasil se apresenta como um ambiente mais estável e promissor para investimentos.

Com a redução da Selic, haverá maior disponibilidade de crédito para empresas e consumidores, o que deve impulsionar a economia e gerar um ambiente de negócios mais favorável para o Brasil.

O mercado de trabalho e o impacto da Inteligência Artificial

A revolução digital e a IA nas empresas

Além das questões econômicas globais, Amorim abordou um dos tópicos mais discutidos atualmente no mercado de trabalho: o uso da Inteligência Artificial (IA). Para ele, a IA é uma ferramenta poderosa que pode transformar empresas, mas é fundamental que líderes e colaboradores saibam utilizá-la corretamente para alcançar resultados positivos.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

“Quanto mais comandos soubermos dar à IA, mais ela será assertiva. Nos últimos anos, fomos condicionados a usar palavras-chave para realizar buscas, o que chamo de ‘Geração Google’. Agora, é preciso ir além e fornecer informações detalhadas para que a IA possa otimizar os processos e gerar resultados”, explicou Amorim.

O futuro do mercado de trabalho com a IA

A IA está cada vez mais presente em empresas de todos os setores, e a adaptação a essa tecnologia será essencial para a competitividade. Para Amorim, o futuro do mercado de trabalho depende da capacidade das empresas em integrar a IA de maneira estratégica, utilizando seu potencial para melhorar a eficiência, reduzir custos e aumentar a inovação.

A integração bem-sucedida da IA pode também criar novas oportunidades de emprego, especialmente para profissionais que saibam usar as tecnologias a seu favor. Além disso, a automação de processos pode liberar os colaboradores de tarefas repetitivas, permitindo que eles se concentrem em atividades mais criativas e estratégicas.

O papel do Brasil no cenário econômico global

PIB
Imagem: Uuganbayar/ shutterstock.com

O Brasil como um polo de investimentos

Amorim também destacou que o Brasil se posiciona como uma das melhores opções de investimento entre as economias emergentes. A estabilidade política e econômica, aliada a uma forte presença no mercado global, tornam o Brasil um destino atrativo para investidores internacionais. A expectativa é que, com a queda da Selic e a valorização do real, o país possa atrair ainda mais capital estrangeiro nos próximos anos.

“Com a China e a Rússia enfrentando crises internas e com os EUA em um momento de tensão comercial, o Brasil se torna a opção mais segura e promissora para o investimento externo”, afirmou Amorim.

O futuro da economia brasileira

Apesar dos desafios globais, Amorim vê um futuro positivo para a economia brasileira. A combinação de uma política fiscal mais equilibrada, o aumento das exportações, a queda da Selic e o uso crescente de tecnologias como a IA são fatores que devem contribuir para o crescimento econômico nos próximos anos.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados