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Taxa de juros chega a 97% para conter hiperinflação

Cenário econômico apresentou piora da inflação no último mês de abril e governo se vê obrigado a elevar a taxa de juros. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Gráficos de pontos percentuais em alta com seta apoiada para cima

Na última segunda-feira (15), o Banco Central da Argentina elevou a taxa de juros de 91% para 97% ao ano. É uma das primeiras medidas que integram o pacote de políticas com o intuito de conter a hiperinflação. Atualmente, a inflação do país latino-americano está acima dos 100%. 

Mais especificamente, no acumulado de 12 meses, a taxa inflacionária chega a 108%, o maior nível em mais de 30 anos. No último mês de abril, o preço dos itens avançou mais uma vez. A decisão da autoridade monetária foi anunciada diante de um cenário econômico em crise.

Para isso, o juros argentino precisou ser elevado em 600 pontos. O ministro da Economia, Sérgio Massa, ainda não detalhou as outras propostas que integram o pacote de medidas para controle da inflação no país.

Cenário econômico da Argentina e a alta dos juros

A Argentina vem de longos ciclos de crise econômica. O atual, é apenas mais um deles. Desde janeiro deste ano, o país latino-americano já perdeu mais de US$ 5,5 bilhões das reservas internacionais. 

Um dos motivos que explica a redução expressiva nas reservas é a seca enfrentada que impactou diretamente um dos principais pilares da economia, o setor agroexportador. Toda essa situação resulta em maiores dificuldades para a população. 

No que diz respeito ao custo de vida, apenas no acumulado deste ano, os argentinos viram o valor subir em 32%. A inflação dos produtos têxteis e dos alimentos são os fatores que mais pesam para os argentinos.

Pacote de medidas para a Argentina 

Segundo informações divulgadas pela imprensa da Argentina, o pacote de medidas para melhorar a situação econômica do país, que inclui a elevação da taxa de juros, dispõem de outros mecanismos. Veja alguns deles:

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  • Estímulos ao consumo;
  • Importação dos alimentos;
  • Maior controle sobre os preços do comércio;
  • Reforço dos subsídios sociais. 

Para se ter ideia da situação precária que vivem os argentinos, o índice de pobreza chegou a 39,2% em dezembro do ano passado.

Imagem: SewCream / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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