A taxa de juros na Argentina pode chegar a 100%, em meio a uma crise de hiperinflação que o país enfrenta. No último mês, os argentinos viram o índice de preços ao consumidor avançar 8,4%. Dessa forma, com o aumento, a Argentina entra no terceiro mês consecutivo com inflação acima dos 100%.
Taxa de juros pode chegar a 100% neste país
Um país está quase chegando a uma taxa de juros de 100%. Entenda como isso pode afetar a economia e os cidadãos.
Diante disso, a taxa de juros do país, principal estratégia dos bancos centrais para controlar a inflação, subiu para 97% ao ano. Entenda o que está acontecendo na Argentina e como a taxa tão alta pode influenciar o país e a vida dos cidadãos.
Banco Central da Argentina aumentou taxa de juros em 6%
O Banco Central da Argentina aumentou a taxa de juros em 6%, passando de 91% para 97%, nesta segunda-feira (15). Isso porque a inflação no país passou dos 108% no acumulado de 12 meses. O percentual é o maior patamar já alcançado em mais de 30 anos no país.
Nesse contexto, o governo do país decidiu por criar uma pacote de medidas de combate à inflação, que inclui o aumento dos juros. Tal ação tem como objetivo obter “retornos reais positivos sobre os investimentos em moeda local e atuar imediatamente para evitar que a volatilidade financeira aja como um motor das expectativas de inflação”, segundo o comunicado oficial do BC argentino.
Embora o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, não tenha informado quais as outras medidas de combate à crise inflacionária, é possível que haja estímulos ao consumo e importação de alimentos no país.
Como o percentual alto influencia a economia e os cidadãos de um país?
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Uma taxa de juros de 100% tem impactos bastante grandes na economia de um país. Em primeiro lugar, o custo do crédito se torna alto, dificultando que indivíduos e empresas obtenham empréstimos. Essa situação desencadeia um efeito dominó negativo sobre a atividade econômica como um todo.
Além disso, uma taxa de juros muito alta pode gerar uma recessão econômica e aumentar a desigualdade econômica. Os mais ricos, que tendem a emprestar dinheiro, se beneficiariam dessas altas taxas, enquanto os mais pobres, que geralmente precisam de empréstimos, seriam os mais prejudicados.
Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com
