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Taxa no iFood: valores são aplicados em todos os serviços e pedidos

iFood começa a cobrar taxa de serviço obrigatória de R$ 0,99 em todos os pedidos no Brasil a partir de 25 de maio de 2025. Consumidores criticam mudança.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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A partir de domingo, 25 de maio de 2025, todos os clientes do iFood que fizerem pedidos na plataforma vão pagar uma taxa de serviço fixa de R$ 0,99 por compra. A medida, implementada silenciosamente, representa uma nova forma da empresa aumentar sua receita — que pode chegar a R$ 108,9 milhões por mês considerando o volume médio de 110 milhões de pedidos mensais.

A novidade pegou muitos usuários de surpresa, pois não houve comunicação prévia por e-mail ou notificação no aplicativo. Apenas uma breve nota no site oficial do iFood, publicada em 20 de maio, informou a cobrança que valerá para todos os 55 milhões de clientes ativos, inclusive para assinantes do Clube iFood, que já pagam mensalidade de R$ 12,90.

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O que mudou com a taxa de serviço obrigatória?

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Imagem: Tricky_Shark / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

De taxa variável para taxa fixa obrigatória

Até então, o iFood aplicava taxa de serviço apenas em pedidos de menor valor — dependendo da cidade, a cobrança podia ocorrer para compras abaixo de R$ 25, R$ 35 ou R$ 40. Agora, a taxa fixa de R$ 0,99 será aplicada em todo pedido, independentemente do valor ou local.

Impacto financeiro para os clientes

Para o consumidor, isso significa um aumento direto no custo final da compra, que se soma ao valor do pedido e às taxas de entrega. Apesar do aumento, a empresa afirma que a cobrança é prática comum no mercado nacional e internacional e que visa financiar melhorias na tecnologia e experiência do usuário.

Reações dos consumidores e do mercado

Insatisfação nas redes sociais

A mudança foi rapidamente percebida e criticada por diversos clientes nas redes sociais, que reclamaram da cobrança silenciosa e do impacto no orçamento, especialmente em pedidos pequenos.

Tentativas de contornar a taxa

Alguns usuários começaram a buscar alternativas para evitar a taxa extra, como realizar pedidos diretamente nos restaurantes via telefone ou WhatsApp, evitando a plataforma e sua cobrança.

Como funciona o modelo de negócios do iFood?

Taxas cobradas dos restaurantes

Além da taxa de serviço paga pelo consumidor, os restaurantes pagam comissão que varia entre 12% e 23% sobre o valor dos pedidos, além de uma taxa fixa de 3,20% para processamento dos pagamentos. Para estabelecimentos com receita mensal superior a R$ 1.800, há uma mensalidade que pode variar de R$ 130 a R$ 150, conforme contrato.

Taxas para os entregadores

Em abril de 2025, o iFood aumentou a taxa mínima paga aos entregadores de moto em 15%, passando de R$ 6,50 para R$ 7,50 por entrega. Na época, a empresa afirmou que isso não impactaria o preço final dos pedidos, prometendo equilíbrio no ecossistema.

A cobrança silenciosa e o monopólio no setor

Aplicativo de popular empresa iFood, em celular sobre prato branco
Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock.com

Falta de comunicação direta ao consumidor

O iFood optou por informar seus clientes apenas por meio de uma breve nota em seu site, sem enviar comunicados oficiais ou notificações diretas no aplicativo, o que gerou reclamações quanto à transparência.

Posição dominante no mercado

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o iFood detém cerca de 80% do mercado de delivery no Brasil, caracterizando-se como um monopólio que impõe condições comerciais difíceis para restaurantes e consumidores.

Concorrência crescente

Apesar da liderança do iFood, outras empresas estão se movimentando para ganhar espaço no bilionário mercado de delivery brasileiro. O 99Food está retornando ao mercado e a chinesa Meituan anunciou o lançamento do aplicativo Keeta no Brasil.

O que o consumidor deve fazer diante da nova taxa?

Avaliar alternativas

Consumidores que desejam economizar podem buscar fazer pedidos diretamente com os estabelecimentos, quando possível, ou explorar outros apps de delivery que não cobrem taxa de serviço obrigatória.

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Ficar atento aos valores

É importante conferir o valor final do pedido no app antes de concluir a compra, considerando a nova taxa e as demais cobranças, para evitar surpresas.

Manifestar sua opinião

Usuários insatisfeitos podem expressar suas críticas em canais oficiais, redes sociais e órgãos de defesa do consumidor, contribuindo para maior transparência e possíveis ajustes futuros.

O futuro do mercado de delivery no Brasil

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Imagem: Sidney de Almeida/ Shutterstock.com

Pressão por regulamentação

Dada a posição dominante do iFood e as recentes mudanças, cresce a discussão sobre a necessidade de regulamentação para proteger consumidores, entregadores e restaurantes, garantindo concorrência justa.

Ações dos concorrentes

Novos entrantes e empresas já estabelecidas tentam conquistar espaço com preços mais competitivos, melhor atendimento e modelos de negócios diferenciados, beneficiando o consumidor.

Inovação e adaptação

Para se manter relevante, o iFood deve investir em inovação e melhorias, conciliando a necessidade de rentabilidade com a satisfação de seus clientes e parceiros.

Considerações finais

A implantação da taxa de serviço obrigatória de R$ 0,99 em todos os pedidos do iFood marca uma mudança significativa no modelo de cobrança da maior plataforma de delivery do Brasil.

Apesar de já existirem outras taxas pagas por consumidores e restaurantes, essa novidade eleva o custo direto para o usuário final, gerando descontentamento e debates sobre a transparência e o domínio do mercado.

Consumidores e restaurantes devem ficar atentos às mudanças, analisar alternativas e acompanhar as movimentações do setor, que segue em transformação com novas ofertas e pressões por maior regulamentação.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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