O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 13,75% pela sétima vez consecutiva. Seu atual nível é considerado bastante alto e coloca o Brasil como o país com a maior taxa do mundo. Além disso, o cenário é alvo de críticas do Governo Federal, inclusive do presidente Lula (PT).
Taxa Selic em 13,75% é algo bom ou ruim para os brasileiros? Confira
A Selic está no mesmo patamar há diversos meses, o que coloca o Brasil no topo da lista dos maiores juros do mundo. Veja quem se beneficia!
A taxa básica de juros é a referência para todo o mercado financeiro. Por isso, diversos setores são impactados diretamente pelas decisões do Banco Central (BC). Dessa forma, é preciso saber qual o papel da Selic para a economia brasileira, uma das ferramentas para controle da inflação.
Nos últimos anos, quando os preços registraram altas significativas, o BC precisou operar para que a Selic fosse elevada, em uma tentativa de conter o avanço do custo de vida. Contudo, esse momento já passou. E agora?
Taxa de juros alta: quem se beneficia?
Quando a taxa de juros está elevada, o preço da tomada de crédito, ou seja, da realização de empréstimos aumenta para os brasileiros. Nesse sentido, uma Selic muito alta prejudica os cidadãos que precisam de novas formas para consumo.
Um exemplo disso, é o financiamento de automóveis. Se o comprador optar pelo parcelamento, o custo final será muito maior. Assim sendo, não será uma boa aquisição e o valor pago pelo carro, poderia, em muitas situações, comprar dois veículos do mesmo modelo.
Em contrapartida, os investidores se beneficiam da alta taxa de juros quando aplicam em opções atreladas à taxa Selic. Desse modo, quanto maior a taxa, maior o rendimento apresentado.
Taxa Selic vai cair?
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De acordo com as projeções do mercado financeiro, apresentadas na última versão do Boletim Focus, a Selic deve começar a apresentar queda em agosto, na próxima reunião do Copom. Ainda assim, para este ano, a estimativa é de que a taxa de juros fique em 12,25%. Ou seja, ainda em patamar elevado.
Para uma redução mais significativa, portanto, é preciso tempo, uma vez que o Banco Central não costuma aplicar diminuições expressivas a cada reunião. Isso só acontece em casos excepcionais.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
