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Nova alta de juros pode acontecer em breve, segundo o Copom

Nova alta da Selic pode acontecer em breve, segundo o Copom. Na última reunião realizada, taxa foi mantida em 13,75%. Saiba mais

Bruna ValtrickPor Bruna Valtrick3 min de leitura
Selic

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o famoso Copom, já afirmou que a taxa Selic pode voltar a subir no Brasil. Segundo o comitê, caso a inflação não pare de subir, a instituição do Banco Central não hesitará em retomar o ciclo de alta da taxa de juros, que vem numa crescente já há alguns meses.

O aumento da Selic é uma tentativa de controlar a inflação, diminuindo o ritmo da economia. Assim, na prática, isso torna o acesso ao crédito mais caro, e dificulta a compra de produtos parcelados. Então, para saber mais, confira a seguir.

Taxa Selic pode subir novamente, diz Banco Central

Dessa forma, em reunião realizada na última semana, o Copom já afirmou que manteria a taxa Selic em 13,75% ao ano. Hoje a taxa está em seu maior nível desde 2017. Essa foi a primeira pausa realizada no aumento da taxa Selic após 12 altas consecutivas. Porém, é possível que o ciclo de altas volte a se repetir, se necessário.

“Devido a defasagens longas e variáveis da política monetária, ainda não se observa grande parte do efeito contracionista esperado, bem como seu impacto sobre a inflação corrente. Esses impactos devem ficar mais claros nos indicadores de atividade ao longo do segundo semestre”, dizia o texto em ata da última reunião do Copom, no dia 27 de setembro.

Taxa Selic é o índice que controla a inflação

Como explicamos, a taxa Selic é hoje o principal instrumento de controle da inflação. Ela é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Além disso, serve de referência para todas as outras taxas da economia. Quando o Copom aumenta a taxa Selic, a ideia é justamente conter a demanda, causando juros mais altos e estimulando a poupança e os investimentos.

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Em relação à Selic atual, a instituição afirmou que a inflação segue em alta. Mesmo com a queda do preço dos combustíveis e da energia elétrica, por exemplo. Assim, a estratégia é manter a vigilância e, se necessário, fazer novos ajustes. Em agosto deste ano, a inflação teve um pequeno recuo de 0,36%, mas o IPCA acumula 8,73% nos últimos 12 meses.

Em nota, o Banco Central afirmou ainda que o cenário básico para inflação envolve diferentes riscos. Entre eles, está uma maior pressão do exterior, assim como uma desaceleração da economia. Enfim, existe uma incerteza sobre o futuro da questão fiscal no país, o que também pode interferir nas próximas reuniões.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Bruna Valtrick

Autor

Bruna Valtrick

Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.

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