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Governo anuncia taxação de 10% sobre lucros e dividendos em 2026 – veja se você será afetado

Entenda as novas regras do Imposto de Renda para 2026, que criam taxação de 10% sobre lucros e dividendos altos e ampliam a isenção.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Taxação

O governo federal sancionou, recentemente, as alterações na legislação do Imposto de Renda, que passam a valer a partir do exercício de 2026. A medida altera a tributação na taxação para contribuintes de alta renda, criando um Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de 10% aplicada aos valores de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil provenientes da mesma empresa dentro de um mês.

Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é compensar a perda de arrecadação decorrente da ampliação da faixa de isenção e da redução de imposto para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

Como funciona a taxação de lucros e dividendos

Leia mais: Investimento em PGBL: quanto aplicar para diminuir o Imposto de Renda 2026

Alíquota de 10% para altos rendimentos

A principal mudança é a taxação de 10% sobre lucros e dividendos iguais ou superiores a R$ 50 mil mensais.

  • Se os pagamentos forem fracionados ao longo do mês, a empresa deverá somar todos os repasses antes de calcular o imposto.
  • Atualmente, dividendos são isentos, favorecendo profissionais “pejotizados” que recebem grandes valores como pessoa jurídica. A nova medida busca corrigir essa distorção.

Quem será impactado

O governo estima que aproximadamente 140 mil brasileiros de alta renda serão afetados pela nova alíquota.

  • Contribuintes com renda anual a partir de R$ 600 mil terão cobrança mínima progressiva.
  • A alíquota chega a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano, o equivalente a cerca de R$ 100 mil mensais.

O que não entra na base de cálculo

Alguns rendimentos e ganhos permanecem isentos do imposto mínimo, incluindo:

  • Ganhos de capital
  • Heranças e doações
  • Rendimentos acumulados de anos anteriores
  • Aplicações isentas
  • Poupança
  • Aposentadorias por moléstia grave
  • Indenizações

Aplicação e prazos da nova regra

As novas regras entram em vigor em 2026, sendo declaradas no ajuste anual de 2027.

  • Empresas devem recolher o IRRF mensalmente sobre os valores de dividendos e lucros superiores a R$ 50 mil.
  • A lei cria mecanismos para evitar tributação excessiva, garantindo restituição se o imposto pago ultrapassar os limites máximos definidos pela legislação.

Ampliação da isenção do IRPF

Paralelamente à taxação de lucros e dividendos, a lei amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.

  • Contribuintes com rendimentos entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão desconto progressivo, pagando menos imposto que atualmente.
  • O governo estima que cerca de 15 milhões de brasileiros se beneficiarão da isenção total ou parcial.

Equilíbrio fiscal e limites de cobrança

A equipe econômica assegura que a reforma não terá impacto negativo nas contas públicas, pois a taxação sobre rendas altas compensa a ampliação da isenção.

Limites para evitar tributação excessiva

  • A lei estabelece teto máximo de tributação, considerando os impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte.
  • Caso a soma ultrapasse os percentuais permitidos, haverá restituição no ajuste anual, garantindo que o contribuinte não seja penalizado em excesso.

Comparação com o sistema atual

AspectoSistema atualMudanças a partir de 2026
DividendosIsentosIRRF de 10% acima de R$ 50 mil/mês
Faixa de isençãoAté R$ 2.640Até R$ 5.000, com desconto progressivo até R$ 7.350
Contribuintes afetadosAlta renda limitadaCerca de 140 mil de alta renda
Ajuste anualApenas declaraçãoPossibilidade de restituição por limite máximo de tributação

Impacto para empresas e profissionais PJ

  • Profissionais que recebem grandes quantias como pessoa jurídica terão redução da vantagem da isenção de dividendos.
  • Empresas precisarão adaptar seus sistemas de contabilidade para recolher o IRRF corretamente.
  • O ajuste garante equilíbrio entre arrecadação e justiça fiscal, evitando que os contribuintes de alta renda continuem a receber grandes valores sem tributação.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Quem precisará pagar o novo imposto sobre dividendos?

Contribuintes que recebam lucros ou dividendos iguais ou superiores a R$ 50 mil de uma mesma empresa no mês.

Como será feito o cálculo do imposto?

A empresa soma todos os repasses mensais e aplica a alíquota de 10% do IRRF sobre o total que ultrapassar R$ 50 mil.

Quais rendimentos continuam isentos?

Heranças, doações, ganhos de capital, rendimentos acumulados, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações não entram na base de cálculo.

Quando a nova regra entra em vigor?

A partir de 2026, com declaração no ajuste anual de 2027.

Considerações finais

As mudanças no Imposto de Renda para 2026 representam uma reestruturação significativa da tributação no país. Ao criar a alíquota de 10% sobre lucros e dividendos altos e ampliar a isenção para salários mais baixos, o governo busca maior justiça fiscal e equilíbrio social.

Empresas e contribuintes de alta renda devem revisar suas estratégias financeiras e contábeis para cumprir a nova legislação, enquanto grande parte da população se beneficiará da ampliação da isenção, aliviando o peso do IR.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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