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Taxação de 20% em compras internacionais é aprovada

Aprovada taxação de 20% em compras internacionais. Saiba como isso afeta seus gastos online e estratégias de economia.

Nesta terça-feira (28), em uma sessão marcada pela alta participação, a Câmara dos Deputados aprovou um importante projeto de lei que altera a forma de taxação as compras de até US$ 50 feitas em plataformas estrangeiras. A partir de agora, produtos adquiridos de sites como Shein, Shopee, e AliExpress terão uma alíquota de 20% sobre o valor das mercadorias.

Antes desta alteração, as compras feitas nestes sites estavam isentas de qualquer imposto de importação, gerando controvérsias entre os retalhistas nacionais e as grandes plataformas digitais. O embate, que persistiu por mais de um ano, ganhou um novo capítulo com a inclusão desta taxação no projeto de lei do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Focado na descarbonização do setor automotivo.

Como a nova taxação afetará o mercado nacional?

Em cima de um teclado, miniatura de carrinho de compras com pequenas caixas de papelão taxação compras internacionais
Imagem: William Potter / shutterstock.com

Assim, a nova política de tributação é um meio-termo proposto em um acordo entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e os líderes partidários, com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da sessão, havia a proposta de uma alíquota ainda maior, de 25%, porém, concluiu-se que 20% seria o mais adequado para equilibrar as necessidades fiscais sem sobrecarregar os consumidores.

Ademais, a taxa não foi bem recebida por todos, devido ao possível aumento de custos para os consumidores brasileiros, que frequentemente utilizam essas plataformas em busca de preços mais acessíveis. Além disso, a população criticou propostas anteriores da Receita Federal para eliminar a isenção de imposto para compras internacionais de até $ 50, com uma alíquota de 60%.

Impacto da medida no setor automotivo

O projeto de lei Mover, que abriga essa nova taxação, é parte de uma estratégia maior para incentivar a descarbonização e inovação no setor automotivo. Além da tributação, o programa inclui estímulos ao desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis e à produção nacional. Assim, na prática, este movimento legislativo visa ajustar a economia brasileira às normas ambientais modernas.

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Com a nova alíquota, o governo e o Congresso Nacional tentam, portanto, equilibrar a proteção às indústrias locais, a demanda por produtos estrangeiros a preços acessíveis, e a necessidade de modernização fiscal para combater a evasão. Essa medida representa um importante passo na reformulação da política fiscal brasileira em relação ao e-commerce internacional e suas implicações.

Imagem: William Potter / shutterstock.com