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TCU encontra irregularidades no pagamento do Auxílio Brasil

O TCU emitiu um documento onde consta que os pagamentos do Auxílio Brasil não ajudam a combater a pobreza no país

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Mão com celular abrindo o Auxílio Brasil

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um documento onde consta que os pagamentos do Auxílio Brasil, efetuados no segundo semestre deste ano, não ajudam a combater a pobreza no país, além de privilegiarem famílias de somente uma pessoa. Em agosto, cerca de 3,5 milhões de famílias foram incluídas no programa social.

Dessa forma, o parecer, revelado pelo O Globo, afirma que o benefício teria sido utilizado com o intuito de impulsionar a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de zerar filas.

O que diz o documento do TCU

“A maior evidência é a duplicação da quantidade de famílias unipessoais beneficiárias desde 2020”, afirma o documento, que deve ser enviado ao plenário do TCU. 

Ademais, o documento mostra que a quantidade de famílias participantes do Auxílio Brasil passou de 18,02 milhões de março de 2022 para 21,13 milhões em outubro. De acordo com a estimativa do TCU, o número de casas integrantes do programa é maior do que deveria ser. Assim, somente 17,62 milhões de famílias estariam elegíveis para receber o Auxílio Brasil. 

“Conclui-se que o Auxílio Brasil é menos eficiente no combate aos índices de pobreza do que o Bolsa Família”, afirmou a equipe técnica do TCU. De acordo com os dados coletados, o Auxílio Brasil gasta, mensalmente, R$ 1,72 bilhões. Contudo, o Bolsa Família custaria aos cofres públicos um saldo mensal de R$ 1,43 bi.

Desigualdade

Além disso, o relatório também indica que o benefício não ajuda a combater a pobreza no Brasil. Pois, de acordo com o relatório, a falta de uma regulamentação sobre os membros familiares privilegia residências sem crianças ou adolescentes.

De acordo com a equipe técnica do Tribunal, o repasse de R$ 600,00 gerou desigualdade entre os beneficiários do Auxílio Brasil. 

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CadÚnico

Por fim, o TCU informou que a falta de fiscalização para o Cadastro Único, o que torna o Auxílio Brasil menos eficiente. De modo que, desde o período da pandemia de Covid-19, assistentes sociais passaram a não visitar as casas dos beneficiários.

De acordo com o parecer, os níveis de atualização do CadÚnico também caíram ao longo do governo Bolsonaro. Assim, de 87,3% em janeiro de 2019, o nível de atualização teve queda para 58,3% em outubro de 2021. Contudo, os dados para 2022 ainda não foram finalizados.

Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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