Nesta quarta-feira (22), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que, se o arcabouço fiscal apresentado pelo governo for considerado positivo, a taxa básica de juros deve começar a apresentar queda em 45 dias, ou seja, a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Tebet prevê possibilidade para queda da taxa de juros em 45 dias; entenda
A ministra do Planejamento falou sobre as possibilidades de uma redução na taxa de juros pelo Banco Central. Confira!
O texto que cria uma nova regra fiscal para a substituição do teto de gastos tem sido desenvolvido pela equipe do Governo e deve ser apresentado no mês de abril, após a viagem do presidente Lula (PT) à China.
A Selic atual, a 13,75%, tem sido alvo de críticas por integrantes do Governo Federal. A reunião para saber se haverá ou não uma diminuição pelo Banco Central se encerra hoje (22).
As informações foram divulgadas pelo g1.
Redução da taxa de juros com o arcabouço fiscal
Para Tebet, caso a nova regra, a qual ela ajudou a desenvolver, seja bem aceita, na próxima reunião do Copom, agendada para o início do mês de maio, a queda da Selic deve ser anunciada.
Isso significa que os preços dos produtos e dos empréstimos tendem a ficar mais baratos para os brasileiros. Assim, a economia voltará a caminhar para a geração de empregos, conforme apontou a ministra.
Ainda sobre a necessidade da redução da Selic, a chefe da pasta afirmou que é preciso que o Brasil faça “o dever de casa” com a contenção de gastos e da dívida pública. A entrevista foi concedida à rádio Capital, do Mato Grosso do Sul.
Sobre o que trata o novo arcabouço fiscal?
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O novo arcabouço fiscal deve ditar as regras fiscais para o país, em substituição do atual teto de gastos, que limita as despesas públicas à inflação do ano anterior. O teto é criticado pelo governo Lula que acredita que, nos últimos anos, foi responsável por impedir o investimento em áreas essenciais, como saúde e educação, impactando diretamente a economia do país.
Ainda não foram divulgados maiores detalhes sobre a nova proposta a ser apresentada pelos membros da equipe econômica. Contudo, de acordo com especialistas, a regra é fundamental para a redução das dívidas públicas.
Imagem: Isaac Fontana/shutterstock
