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JCP: Telefônica Brasil (VIVT3) e Allos (ALOS3) fazem comunicados importantes

Telefônica Brasil (VIVT3) e Allos (ALOS3) anunciam pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) a acionistas, com valores ajustados por ação.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
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A temporada de distribuição de proventos segue aquecida na Bolsa de Valores brasileira.

Duas empresas relevantes do mercado — Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, e Allos (ALOS3), maior empresa de shoppings do país — anunciando os valores de Juros sobre Capital Próprio (JCP) a serem pagos aos seus acionistas em 2025.

Ambas as companhias divulgaram detalhes importantes sobre os valores por ação, prazos e critérios de elegibilidade para recebimento dos proventos.

O anúncio reforça o posicionamento das empresas em manter políticas consistentes de remuneração ao investidor, algo cada vez mais valorizado no ambiente de juros mais baixos e com maior busca por rendimento em ações.

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Imagem: Canva

JCP mantido em R$ 0,1543 por ação

A Telefônica Brasil, que opera sob a marca Vivo, comunicou ao mercado nesta quinta-feira (23) que não houve alterações no volume de ações em tesouraria, dentro do seu programa de recompra. Com isso, o valor bruto do JCP aprovado em 12 de maio permanece inalterado em R$ 0,1543 por ação ordinária.

Quem tem direito ao JCP

O benefício será distribuído aos acionistas com posição acionária registrada até o dia 22 de maio de 2025. A partir do dia 23, os papéis passaram a ser negociados na condição “ex-JCP”, o que significa que quem comprar os ativos após essa data não terá direito ao provento anunciado.

Data de pagamento ainda será definida

Segundo a companhia, o pagamento será realizado até 30 de abril de 2026, embora a data exata ainda vá ser informada em nova comunicação ao mercado.

É prática comum entre as grandes companhias estabelecer um prazo extenso para pagamento de JCP, o que permite melhor gestão do fluxo de caixa ao longo do exercício.

Allos (ALOS3): ajuste no valor por ação após recompra

Valor bruto final fixado em R$ 0,101814360

A Allos, empresa resultante da fusão entre Aliansce Sonae e BR Malls, informou que, devido a alterações no número de ações em tesouraria após operação de recompra, houve ajuste no valor final do JCP. O novo valor é de R$ 0,101814360 por ação.

A companhia já havia anunciado anteriormente o pagamento, mas com base em um número maior de ações em circulação.

Pagamento será em 3 de junho de 2025

Diferente da Telefônica, a Allos já definiu a data para o pagamento dos JCP: 3 de junho de 2025. Terão direito os investidores que estavam com posição acionária no fechamento do pregão do dia 22 de maio de 2025, seguindo o mesmo padrão de data “ex” a partir do dia seguinte.

Proventos em linha com estratégia da empresa

A Allos tem adotado uma política de proventos sólida, mesmo em um setor impactado por altos custos operacionais e oscilação no fluxo de consumidores.

O pagamento regular de JCP e dividendos tem sido uma forma de manter o apelo dos seus papéis entre investidores focados em renda passiva e valor de longo prazo.

O que são Juros sobre Capital Próprio (JCP)?

Entendendo esse tipo de provento

O JCP é uma das formas que as empresas têm para remunerar seus acionistas, semelhante aos dividendos. A principal diferença está no tratamento fiscal: enquanto os dividendos são isentos de Imposto de Renda para a pessoa física, o JCP sofre retenção de IR na fonte, geralmente de 15%.

No entanto, essa modalidade é vantajosa para a empresa, que pode deduzir os valores pagos a título de JCP da base de cálculo do IRPJ e CSLL, otimizando sua estrutura tributária.

Por que empresas optam pelo JCP

As empresas utilizam o JCP como parte de uma estratégia de gestão eficiente de capital. Ele permite distribuir lucros de forma vantajosa tanto para a companhia quanto para o acionista, que continua a receber rendimentos com previsibilidade e frequência.

Como o valor é calculado

O valor pago por ação em JCP depende de diversos fatores, como:

  • Lucro acumulado e reservas de lucros;
  • Patrimônio líquido;
  • Política de distribuição da empresa;
  • Quantidade de ações em circulação no mercado.

Impacto nas ações VIVT3 e ALOS3

Comportamento após o anúncio

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Após a divulgação dos proventos, as ações da Telefônica (VIVT3) e Allos (ALOS3) registraram leve valorização, acompanhando a tendência comum de que anúncios de distribuição geram otimismo entre investidores, principalmente aqueles focados em estratégias de dividendos.

Expectativa dos analistas

Analistas apontam que tanto a Telefônica quanto a Allos demonstram compromisso com a estabilidade financeira e valorização do acionista.

No caso da Telefônica, os dividendos e JCP têm sido um dos grandes atrativos da ação, enquanto a Allos ganha destaque pela consistência dos seus resultados mesmo em um setor competitivo.

Investidores de longo prazo são os maiores beneficiados

Acionistas que mantêm os papéis por longos períodos se beneficiam diretamente da regularidade na distribuição de proventos, que podem ser reinvestidos ou utilizados como renda complementar, estratégia comum entre investidores experientes.

Comparativo com outras empresas do setor

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Imagem: rawpixel.com – Freepik

Telefônica e Allos versus concorrentes

No setor de telecomunicações, a Telefônica costuma figurar entre as líderes em retorno ao acionista, ao lado de companhias como TIM (TIMS3).

Já no setor de shoppings e imóveis comerciais, a Allos tem forte presença junto a Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI11), sendo a empresa que atualmente apresenta maior diversificação geográfica de ativos.

Tendência de mercado: dividendos como estratégia de atração

Com o aumento do interesse por ações que pagam bons dividendos, muitas empresas têm adotado políticas mais agressivas de distribuição, inclusive antecipando pagamentos ao longo do ano, prática que melhora a previsibilidade e atratividade dos papéis na Bolsa.

Conclusão: política de proventos reforça solidez e confiança

O anúncio de pagamento de JCP pela Telefônica Brasil e Allos sinaliza que ambas as companhias seguem comprometidas com uma gestão responsável, foco no acionista e no fortalecimento da imagem institucional perante o mercado.

Em um cenário onde o retorno ao investidor se torna cada vez mais relevante, medidas como essas ajudam a consolidar a confiança na governança das companhias e sua atratividade no longo prazo.

Investidores atentos a oportunidades de geração de renda passiva devem continuar acompanhando os calendários de proventos, especialmente de empresas com histórico de estabilidade operacional e compromisso com remuneração consistente.

Telefônica e Allos se posicionam, nesse contexto, como referências em seus respectivos setores.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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