Diversas operadores de celular oferecem aos clientes o uso do WhatsApp com uso ilimitado em seus planos e promoções, o que representa um grande atrativo para o público brasileiro. Afinal, o aplicativo de mensagens, fotos e vídeos é o mais utilizado no Brasil.
Telefônica Brasil quer acabar com acesso ilimitado ao WhatsApp; prazo já está definido?
A empresa avalia que a geração de tráfego de dados numa política de "zero rating" pode não ser tão lucrativa. Conheça mais sobre o assunto!
Entretanto, a Telefônica Brasil, empresa de telecomunicações e detentora da operadora Vivo, estuda e discute internamente a possibilidade de não mais oferecer esse tipo de serviço para seus usuários. A informação veio do diretor-presidente da empresa, Christian Gebara, nesta quarta-feira (26/07).
O motivo da discussão
A Telefônica Brasil abriu essa discussão recentemente. Afinal, as grandes empresas de tecnologia são as responsáveis por grande parte do tráfego de dados gerados. Estes que circulam nas redes das operadoras, como a Telefônica.
Entre os aplicativos que mais influenciam na geração de dados, Christian Gebara recorda do WhatsApp. Até porque é uma das plataformas que mais causa impacto no crescimento de tráfego de dados nas redes da operadora.
No nosso caso, só temos gratuito, ilimitado, o ‘zero rating’, o WhatsApp. As outras operadoras têm outros OTTs [provedores de conteúdo digital]. E o WhatsApp era gratuito quando ele era um aplicativo de mensagens. Hoje, o WhatsApp já é um aplicativo de várias coisas, de fotos e vídeos, diz o diretor.
O que a empresa busca com esse debate?
Gebara acredita que deveria haver a distribuição entre os agentes responsáveis pela geração de tráfego de dados. Isso faria com que as bigtechs responsáveis pela quantidade considerável de tráfego também contribuíssem financeiramente para o aprimoramento e infraestrutura das operadoras.
Ele cita que o “zero rating” oferecido pela Telefônica para o uso do WhatsApp pode gerar uma sobrecarga na rede sem um retorno financeiro adequado para a operadora.
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O diretor-presidente destacou que, por enquanto, a mudança na política de “zero rating” da operadora ainda é somente uma discussão e nenhuma decisão foi tomada, tampouco algum prazo foi estabelecido.
“Também estamos comercialmente discutindo que, uma vez que eles são os grandes geradores de tráfego, se este tráfego deveria ou não estar incluído no nosso pacote”, concluiu.
Imagem: Sergei Elagin/ Shutterstock.com
