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Telegram bate de frente com governo e desmente ministro

Nesta quinta-feira (4), o Telegram rebateu o governo ao desmentir falas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Saiba mais

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Telegram e correntes

Nesta quinta-feira (4), o aplicativo Telegram rebateu o governo brasileiro ao desmentir informações divulgadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Recentemente, o líder do ministério afirmou que a rede social não havia respondido ao pedido de informações do governo referente aos ataques em escolas.

Durante coletiva de imprensa, no dia 20 de abril, Dino chegou a dizer que todas as redes sociais haviam colaborado com o pedido da Secretaria Nacional do Consumidor, Senacom, menos o Telegram. A empresa nega ter sido notificada naquele momento. 

Telegram  rebateu falas do ministro Flávio Dino

De acordo com o Telegram, até a fala de Flávio Dino, o aplicativo não havia sido notificado. A rede social destaca que o e-mail da Senacom somente teria sido enviado no dia 20, às 12h47. Horário posterior à coletiva.

Por meio das redes sociais, o Telegram rebateu o ministro e desmentiu as informações passadas pelo mesmo. A plataforma também destacou que diferente dos outros aplicativos, o Telegram somente foi informado no dia que “foi culpado de não responder”.

 “Ao contrário das informações espalhadas pelo ministro da Justiça Flávio Dino, o Telegram respondeu à solicitação da Senacom um dia útil após o envio”, escreveu a empresa.

Entenda a situação

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Na última quarta-feira (3), Dino voltou a falar sobre a situação dos ataques nas escolas e defendeu a regulamentação das redes sociais. Em diferentes momentos, o ministro culpou as plataformas digitais pelo que o mesmo chamou de “faroeste cibernético”.

No dia 29 de abril, o Telegram foi suspenso no Brasil, tornando-se indisponível. A medida seguiu ordem da Justiça diante da falta da apresentação dos dados solicitados pela Polícia Federal, que investiga a atuação de grupos neonazistas nas plataformas digitais. Já no dia 2 de maio, a rede social voltou a ser liberada no país. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogou a determinação da suspensão.

Imagem: Serge Vo/ Shutterstock

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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