Telegram faz importante comunicado para os brasileiros que utilizam o aplicativo de mensagem. Ontem (09), o mensageiro enviou um texto para todos os usuários falando sobre o PL da Fake News, projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados.
Telegram faz importante comunicado para usuários
Telegram faz importante comunicado através do aplicativo, mas mensagem desagrada pessoas ligadas ao governo. Veja o que a empresa disse
O PL das Fake News prevê as punições para quem produzir e compartilhar informações falsas na internet. Além disso, ele também diz que as empresas de tecnologia (como o Telegram) por onde as notícias circularem também devem ser punidas.
Entretanto, de acordo com a mensagem, a nova lei vai conceder “poderes de censura ao governo brasileiro” e também “matará a internet moderna”. Até a manhã de hoje (10), mais de 1 milhão de pessoas visualizaram a mensagem do aplicativo.
Telegram faz importante comunicado para pedir que usuários cobrem parlamentares
As empresas de tecnologia, como Telegram, Google e Meta, são contra o atual texto do PL das Fake News. De acordo com elas, o projeto precisa de uma discussão mais ampla antes de ir para a votação na Câmara dos Deputados.
Nesse sentido, as big techs estão divulgando artigos e mensagens sobre o assunto e convocando os usuários a pressionarem os seus deputados. O Google fez isso na semana passada, com um link de um artigo na sua página principal.
O Telegram faz importante comunicado com o mesmo objetivo. No final da mensagem, os responsáveis pelo aplicativo pedem que os leitores usem as redes sociais para falar com os parlamentares. Além disso, colocaram um link para a página da Câmara com o contato de todos os deputados.
Ministério Público cobra explicações
Diante da situação e do relato dos deputados de estarem sofrendo pressão para votar contra o PL, o Ministério Público Federal de São Paulo, cobrou explicações do aplicativo sobre a mensagem. Ele quer saber, entre outras coisas:
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+311 mil seguidores
- Porque o Telegram fez esse importante comunicado aos usuários;
- De quem foi a ideia;
- Quem escreveu;
- Quem liberou o disparo em massa.
O aplicativo tem até 10 dias para responder às indagações do Ministério Público.
Imagem: kovop/shutterstock.com
