A campanha “Tem Cara de Golpe” da ABBC completa um ano e inicia sua segunda fase. O evento de lançamento contou com autoridades e especialistas em prevenção de fraudes financeiras. Descubra as novas estratégias e metas da campanha.
“Tem cara de golpe”: Campanha da ABBC completa um ano e entra em sua segunda fase

A campanha “Tem cara de golpe“, promovida pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), celebrou um marco importante ao completar um ano de atividades. O evento que marcou o lançamento da segunda fase da campanha ocorreu no Banco Central, em São Paulo, e reuniu autoridades e especialistas em segurança financeira e cibernética. A ação, iniciada em agosto de 2023, tem sido fundamental para alertar a população sobre os crimes financeiros no Brasil e continua sua missão de conscientização com novas estratégias e um foco renovado.
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A nova fase da campanha
Impacto da primeira fase
Desde seu lançamento, a campanha “Tem cara de golpe” tem se destacado por seu impacto significativo na educação e proteção do público contra fraudes financeiras. Com o suporte de 83 instituições financeiras e ampla divulgação nos principais veículos de mídia, a campanha alcançou mais de 15 milhões de pessoas através das redes sociais e mais de 370 milhões por meio da imprensa. As interações nos sites da ABBC ultrapassaram 150 mil, evidenciando o alcance e a relevância da iniciativa.
Lançamento da segunda fase
Na terça-feira, 10 de setembro, a ABBC lançou a segunda fase da campanha com um evento que contou com discursos de destaque e painéis informativos. Sílvia Scorsato, presidente da ABBC, abriu o evento enfatizando a importância da conscientização. “Nosso objetivo é conscientizar a população, oferecendo conteúdos didáticos sobre os principais golpes em circulação e fornecendo o conhecimento necessário para proteger a todos,” afirmou.
Carolina de Assis Barros, diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, destacou a sofisticação crescente dos golpes financeiros e a necessidade de educação contínua para combater essas ameaças. Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, ressaltou a importância de abordar essa temática de forma persistente para impactar não apenas as fraudes, mas também o crime organizado.
Painéis de discussão
Cenário de fraudes e golpes
Natalia Grigolin, especialista da EY, apresentou um panorama sobre fraudes e golpes financeiros no Brasil. De acordo com dados do Serasa Experian e Clear Sale, o setor bancário e de cartões enfrentou tentativas de fraudes estimadas em R$ 2,5 milhões em 2024. Grigolin enfatizou a importância da prevenção e da educação financeira como ferramentas cruciais no combate a essas práticas.
Ação dos reguladores no combate às fraudes
O primeiro painel do evento, “Ação dos reguladores no combate às fraudes”, trouxe insights sobre as medidas regulatórias e estratégias implementadas para fortalecer a segurança financeira. Luis Otavio Vissotto, chefe da Divisão de Segurança do Pix do Banco Central, destacou melhorias recentes no sistema Pix, incluindo a capacidade de excluir chaves Pix sem a anuência do usuário em caso de inconsistências com a Receita Federal.
Gustavo Santana Borges, superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, discutiu os desafios relacionados a golpes envolvendo recursos de telefonia. A Anatel implementou um segundo fator de autenticação para transações de portabilidade de linhas telefônicas e criou o Projeto de Origem Verificada para aumentar a segurança das chamadas.
Combate aos crimes cibernéticos
O segundo painel, “Combate aos crimes cibernéticos: Coerção e prevenção”, abordou como as forças de segurança estão lidando com crimes digitais. Erik Siqueira, da Polícia Federal, e Carlos Afonso Gonçalves da Silva, do DEIC/SP, discutiram a crescente proximidade entre o crime organizado e os crimes cibernéticos. Siqueira apontou que os golpes e fraudes financiam cada vez mais o crime organizado, enquanto Gonçalves destacou a evolução das fraudes e o impacto das melhorias em segurança cibernética.
Novidades para o novo ciclo da campanha

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Resultados do primeiro ano
Camila Pinheiro Barardo, diretora institucional da ABBC, apresentou os resultados do primeiro ano da campanha. A campanha teve sucesso em promover a conscientização sobre golpes financeiros, com um expressivo alcance através de diversos canais. A ABBC comprometeu 78 instituições financeiras e alcançou resultados significativos em termos de interação e impacto.
Lançamento de nova ação de conscientização
Fernando Capra, superintendente de Comunicação e Marketing da ABBC, anunciou uma nova ação de conscientização que começará em 1º de outubro. A iniciativa incentivará os usuários a enviar vídeos relatando experiências com golpes, oferecendo prêmios para os participantes. “Vamos utilizar o poder das histórias reais para inspirar e educar um público ainda maior,” afirmou Capra. As histórias reais ajudam a humanizar a mensagem e aumentar a conexão emocional com o público.
Conclusão
A campanha “Tem cara de golpe” da ABBC tem desempenhado um papel vital na luta contra fraudes financeiras no Brasil. Com a conclusão de seu primeiro ano e o lançamento da segunda fase, a campanha continua a se expandir e adaptar suas estratégias para enfrentar os desafios emergentes no campo da segurança financeira. As novas iniciativas e a contínua colaboração entre instituições financeiras, reguladores e forças de segurança são essenciais para proteger a população contra os crimes financeiros e fortalecer a confiança no sistema financeiro nacional.
A evolução da campanha e as novas ações propostas prometem manter a campanha na vanguarda da educação e prevenção de fraudes, oferecendo uma abordagem atualizada e eficaz para enfrentar os desafios crescentes no cenário financeiro.



