Com o aumento das temperaturas em diversas regiões do Brasil, o uso do ar-condicionado tornou-se essencial em muitos lares e estabelecimentos. No entanto, essa comodidade pode representar um peso significativo na conta de energia elétrica se o uso não for feito de forma estratégica.
Temperatura ideal do ar-condicionado ajuda a reduzir gastos
Manter o ar-condicionado em temperatura ideal evita desperdício e reduz a conta de luz. Veja dicas para economizar energia.
O ar-condicionado é um dos aparelhos que mais consome energia. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada à configuração da temperatura, que pode fazer toda a diferença no valor da fatura ao fim do mês.
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Qual a temperatura ideal para economizar?
Segundo recomendações do Inmetro e de instituições como a Aneel, a temperatura ideal para equilibrar conforto térmico e economia de energia é de 23°C a 24°C. Essa faixa permite que o aparelho trabalhe de forma mais eficiente, evitando o acionamento constante do compressor — um dos principais responsáveis pelo alto consumo.
Temperaturas muito baixas, como 18°C, obrigam o ar-condicionado a trabalhar mais intensamente e por mais tempo, aumentando o desgaste do aparelho e o gasto energético.
A diferença de consumo entre temperaturas
A cada grau abaixo de 23°C, o aumento no consumo de energia pode chegar a 8%, segundo estudos da Eletrobras. Isso significa que, ao configurar o ar-condicionado em 18°C, o gasto pode ser 40% maior do que se estivesse em 24°C.
Além disso, ambientes refrigerados excessivamente tendem a provocar desconforto térmico, ressecamento do ar e aumento de doenças respiratórias, especialmente em crianças e idosos.
Como programar o aparelho para maior eficiência
Uso do modo “econômico” ou “sleep”
A maioria dos aparelhos modernos conta com um modo de operação econômica, geralmente identificado como “eco” ou “sleep”. Esse recurso reduz gradualmente a potência do compressor durante a noite, ajustando a temperatura para acompanhar a queda natural da temperatura corporal durante o sono.
Programação por timer
Outro recurso importante é o timer, que permite desligar o equipamento automaticamente após determinado tempo. Assim, o usuário evita deixar o ar-condicionado ligado além do necessário.
Manutenção regular dos filtros
Filtros sujos dificultam a circulação do ar e fazem com que o equipamento trabalhe mais para manter a temperatura desejada. Isso eleva o consumo e reduz a vida útil do aparelho. A recomendação é limpar os filtros a cada 15 dias durante o uso intenso.
Diferenças entre modelos de ar-condicionado
Modelos tradicionais x inverter
Os modelos com tecnologia inverter são mais eficientes que os convencionais. Isso ocorre porque o compressor desses aparelhos não desliga e liga bruscamente, mas mantém um funcionamento contínuo e ajustado à necessidade térmica do ambiente.
Estudos apontam que os modelos inverter podem economizar até 40% de energia, especialmente se utilizados por várias horas ao dia.
Selo Procel de eficiência
Na hora da compra, vale observar o selo Procel. Os aparelhos classificados como “A” são os mais eficientes e podem gerar economia a longo prazo, mesmo que o custo inicial seja um pouco mais alto.
Outras estratégias para reduzir o consumo
Isolamento térmico e cortinas
Ambientes com janelas amplas e exposição ao sol podem aquecer rapidamente, forçando o ar-condicionado a trabalhar mais. Instalar cortinas blackout ou películas refletoras nas janelas ajuda a manter o ambiente fresco.
Vedação adequada de portas e janelas
É fundamental garantir que o ambiente climatizado esteja bem vedado, sem frestas por onde o ar frio possa escapar. Isso reduz o tempo de funcionamento do aparelho.
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Uso combinado com ventiladores
Ventiladores de teto ou circuladores de ar podem ser usados em conjunto com o ar-condicionado para distribuir melhor o ar refrigerado, permitindo usar o equipamento em potência mais baixa.
Impacto ambiental do consumo excessivo

Além do peso no orçamento doméstico, o uso excessivo e ineficiente de ar-condicionado também tem impacto ambiental. O aumento na demanda por energia pressiona o sistema elétrico nacional e, em muitos casos, exige o uso de termelétricas, que geram mais emissão de gases do efeito estufa.
Adotar hábitos conscientes de consumo contribui com a sustentabilidade e reduz o risco de sobrecargas no sistema durante os picos de calor.
O papel das concessionárias de energia
Algumas distribuidoras já oferecem programas de conscientização e descontos para quem adere a práticas sustentáveis. Em determinadas regiões, é possível obter bônus na conta de luz ao comprovar a substituição de aparelhos antigos por modelos mais eficientes.
Também há programas de eficiência energética que orientam consumidores sobre boas práticas, incluindo o uso racional de climatizadores.
O que dizem os especialistas
Engenheiros e técnicos em climatização apontam que o uso do ar-condicionado deve ser pensado como parte de uma estratégia maior de conforto térmico. Isso inclui o posicionamento do aparelho no ambiente, a circulação de ar, o número de pessoas no cômodo e a incidência solar.
Muitas vezes, pequenas mudanças no ambiente trazem economia sem comprometer o conforto, como a instalação de forros térmicos ou a reorganização de móveis para facilitar a circulação do ar.
Considerações finais
Manter o ar-condicionado entre 23°C e 24°C é uma medida simples que pode gerar economia significativa na conta de luz e aumentar a durabilidade do equipamento. Quando combinada com hábitos de uso consciente, essa prática também contribui para a preservação do meio ambiente.
Num país com verões cada vez mais quentes, aprender a usar corretamente o ar-condicionado é mais do que uma questão de conforto — é uma questão de responsabilidade energética.
