Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Terror das empresas com ‘super lucros’, Haddad quer cobrar quem não paga impostos

Entenda o posicionamento de Haddad a respeito da cobrança de impostos das grandes empresas e como isso afeta a economia do país.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Haddad

Não é novidade que o governo Lula está fazendo algumas mudanças no país desde que assumiu, em 1° de janeiro. Dessa vez, Haddad, ministro da Fazenda, declarou que o governo pretende alinhar a situação tributária com as grandes empresas.

Isso porque, de acordo com ele, existem de 400 a 500 empresas com “superlucros” que, por meio de “expedientes ilegítimos”, conseguiram vantagens tributárias. Entre essas pode-se citar incentivos fiscais concedidos pelos estados, por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. 

A declaração foi dada à Band News, na última quinta-feira (6). Além de salientar a situação dessas companhias, o político ainda destacou que a proposta de âncora fiscal, que em breve chegará ao Congresso, não conta com aumento de impostos e vai focar em Educação e Saúde. 

Quem não paga impostos? 

Como dito antes, Haddad salientou que hoje existem muitas corporações com “super lucros” e que o governo quer acertar este cenário. O ministro disse, ainda, que atualmente o Estado perde de R$ 400 bilhões a R$ 500 bilhões com a falta desses pagamentos. 

Entre os setores que não pagam os impostos necessários, ele já citou, em outros momentos, as gigantes da tecnologia global, as famosas big techs. Além dessas, o político tem mencionado, há algum tempo, a taxação de empresas de apostas esportivas, algo que cresce cada vez mais. 

As grandes varejistas asiáticas, como a Shein e a Shopee, que foram o centro de uma recente polêmica envolvendo tributos, também fazem parte do novo plano do ministro. Isso porque ele quer criar ou modificar as alíquotas sobre as importações online.

Ainda segundo a visão de Haddad, essas empresas que pagam poucos impostos acabam distorcendo o cenário econômico e pressionando as finanças públicas. Ou seja, com a falta de pagamentos, a taxa de juros não caí. 

“Quanto mais desarrumado estiver o orçamento federal, mais vai ser difícil a gente ter uma taxa de juros decente, essa que está aí é indecente”, declarou. 

Portanto, a ideia do chefe da pasta da Fazenda não é cobrar mais impostos da população civil. A proposta é taxar as grandes empresas que não cumprem as obrigações fiscais.

Queda dos juros

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Além de tratar a questão da falta de pagamento de impostos por parte das grandes empresas, o político ainda falou da queda Selic (a taxa básica de juros), hoje em 13,75%.

“Se as contas estiverem em ordem, não tem porque existir juros tão altos”, destacou o ministro. 

De acordo com ele, o novo arcabouço fiscal (regras que visam evitar o descontrole das contas públicas) vai auxiliar a reorganizar as contas públicas, bem como o BC (Banco Central) a reduzir a Selic. 

Imagem: Valter Campanato/ Agência Brasil

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

Topicos relacionados