Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Teto de imóvel do Minha Casa, Minha vida pode ser elevado para R$ 500 mil

Governo quer que novo Minha Casa, Minha Vida passe por mudanças para atender a um número maior de pessoas. Veja o que o presidente planeja!

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Imagem de diversos imóveis em condomínio e a logo do programa Minha Casa, Minha vida no centro.

Em fevereiro deste ano, o presidente Lula relançou um dos programas sociais de maior sucesso durante os seus dois primeiros mandatos. Agora, o mandatário do país quer fazer mudanças no teto de imóvel do Minha Casa, Minha Vida para aumentar o número de pessoas atendidas.

O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional no qual o governo federal subsidia parte do valor de um imóvel, novo ou usado, para a população com renda entre R$ 2.640 e R$ 8 mil por mês. Para isso, o Estado usa recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Nesse sentido, é provável que, na semana que vem, o Conselho Curador do FGTS aprove algumas mudanças para aumentar o teto do programa social. Dessa forma, o subsídio passaria para R$ 55 mil e o valor do teto dos imóveis seria de R$ 350 mil.

Lula quer classe média no Minha Casa, Minha Vida

Ademais, pensando em alavancar essa área, o presidente Lula prometeu incluir a classe média no Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o Ministério da Cidade (responsável pelo programa) estuda uma forma de incluir esse novo grupo.

Nesse caso, a ideia inicial seria elevar a renda dos participantes para R$ 10 mil ou R$ 12 mil por mês. Além disso, o teto do imóvel passaria para R$ 500 mil. Contudo, uma das principais reclamações do setor de construção civil é de como a taxa Selic alta impacta negativamente a venda de imóveis.

Assim, antes de aprovar a inclusão da classe média no Minha Casa, Minha Vida, o governo federal precisa avaliar se o FGTS terá condições de suportar mais esse gasto com o programa. Existe o medo de que a inclusão do grupo prejudique os empréstimos habitacionais com recursos do Fundo, que seria mais utilizado até a Selic baixar.

População mais pobre pode perder espaço

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Outro ponto importante é o impacto que a chegada da classe média pode causar na população de baixa renda. Nesse sentido, empresários temem que a participação desse grupo torne mais difícil o acesso das pessoas com uma renda menor ao benefício.

Por fim, ainda não existe um prazo para que o governo federal anuncie oficialmente as mudanças que o presidente Lula prometeu para a classe média.

Imagem: Leonardo Dantas Teixeira / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

Topicos relacionados