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Caixa e Banco do Brasil enfrentam paralisações em vários estados a partir de setembro

Bancários de diferentes regiões do Brasil iniciam uma nova rodada de paralisações nesta semana após assembleias realizadas durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. O movimento atinge principalmente empregados da Caixa Econômica Federal e, em determinadas localidades, também funcionários do Banco do Brasil e de outras instituições financeiras. A situação não é uniforme em […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
Caixa 2

Bancários de diferentes regiões do Brasil iniciam uma nova rodada de paralisações nesta semana após assembleias realizadas durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. O movimento atinge principalmente empregados da Caixa Econômica Federal e, em determinadas localidades, também funcionários do Banco do Brasil e de outras instituições financeiras.

A situação não é uniforme em todo o país. As decisões foram tomadas individualmente pelas bases sindicais, o que significa que a adesão à greve, os bancos envolvidos e a data de início podem variar conforme cada estado ou região.

Em São Paulo, por exemplo, os empregados da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. Já os trabalhadores do Banco do Brasil aprovaram a renovação de seu acordo coletivo na votação realizada na base paulista.

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Greve
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Por que os bancários entraram em greve?

A mobilização é resultado das negociações para renovação dos acordos coletivos de trabalho da categoria. Os sindicatos discutem questões como reajustes salariais, direitos trabalhistas, condições de trabalho e cláusulas específicas relacionadas aos bancos públicos.

Em várias assembleias, trabalhadores da Caixa e do Banco do Brasil rejeitaram as propostas consideradas insuficientes pelas entidades sindicais. Em algumas localidades, a rejeição foi seguida da aprovação imediata de uma greve por tempo indeterminado. Em outras, os bancários optaram por tentar reabrir as negociações antes de iniciar uma paralisação.

No Ceará, por exemplo, funcionários da Caixa e do Banco do Brasil aprovaram a paralisação a partir de 10 de setembro, após rejeitarem as propostas específicas apresentadas pelas duas instituições.

Caixa concentra maior número de paralisações

A Caixa Econômica Federal é a instituição com maior número de bases sindicais que aprovaram paralisações a partir de 10 de setembro.

Em Belo Horizonte e região, os empregados da Caixa aprovaram a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta do banco. Na mesma região, os funcionários do Banco do Brasil também deliberaram pela paralisação.

Pernambuco é outro exemplo de divisão nas decisões. Os empregados da Caixa aprovaram a greve a partir do dia 10, enquanto os trabalhadores do Banco do Brasil rejeitaram a proposta, mas decidiram inicialmente buscar a retomada das negociações.

Na Paraíba, sindicatos comunicaram que funcionários da Caixa e do Banco do Brasil deveriam paralisar as atividades por prazo indeterminado a partir de 10 de setembro.

Veja a situação da greve pelo Brasil

O cenário informado pelas entidades sindicais até agora indica diferentes níveis de mobilização entre os estados.

Na Região Norte, há paralisações aprovadas ou já iniciadas em estados como Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. No Pará, a mobilização começou antes de outras regiões, enquanto outros sindicatos aprovaram a greve para esta semana.

No Nordeste, há decisões de paralisação envolvendo Caixa, Banco do Brasil e, em determinadas localidades, o Banco do Nordeste. Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão, Piauí e Sergipe estão entre os estados com movimentos aprovados, embora a situação possa variar conforme a base sindical.

No Centro-Oeste, sindicatos do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também aprovaram paralisações, especialmente entre os empregados da Caixa.

No Sudeste, existem movimentos programados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em algumas localidades, a greve envolve exclusivamente empregados da Caixa; em outras, trabalhadores do Banco do Brasil também aderiram.

Na Região Sul, a Caixa também concentra a maior parte das decisões pela paralisação. No Paraná, a situação do Banco do Brasil varia entre as bases sindicais. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por sua vez, possuem decisões distintas conforme cada instituição e sindicato.

Por esse motivo, clientes devem verificar a situação da agência ou cidade onde precisam de atendimento antes de se deslocar.

Como a greve pode afetar os clientes?

O principal impacto esperado é a redução ou suspensão do atendimento presencial em agências que aderirem ao movimento. Serviços que dependem diretamente de funcionários, como determinados atendimentos administrativos e presenciais, podem ser afetados.

Por outro lado, muitos serviços bancários continuam disponíveis por meios digitais e eletrônicos. Aplicativos, internet banking, Pix e caixas eletrônicos podem ser utilizados para diversas operações.

A disponibilidade desses serviços, entretanto, depende do tipo de operação. Questões mais complexas, como determinados procedimentos relacionados a crédito, contratos ou atendimento presencial obrigatório, podem exigir o funcionamento da agência.

Banco do Brasil e Caixa mantêm negociações

Banco do Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

As decisões das assembleias não significam que as negociações estejam encerradas. Em bases onde os trabalhadores do Banco do Brasil rejeitaram as propostas sem aprovar imediatamente a greve, os sindicatos solicitaram a retomada das conversas.

O Banco do Brasil afirmou que participa das negociações gerais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e também mantém uma mesa específica para discutir questões relacionadas aos seus funcionários. Segundo o banco, as propostas apresentadas para a data-base de 2026 foram resultado de várias rodadas de negociação e receberam aprovação em diferentes assembleias pelo país.

A Caixa, por sua vez, informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e busca uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e da Convenção Coletiva.

O cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Novas negociações ou decisões judiciais podem alterar a abrangência das paralisações. Assim, quem precisar utilizar serviços presenciais deve acompanhar os comunicados oficiais dos bancos e dos sindicatos de sua região.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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