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Trabalhadores de 10 empresas respiram aliviados após nova decisão do governo

Saiba qual decisão mudou o rumo de 10 empresas brasileiras e toda a história por trás deste cenário econômico.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa3 min de leitura
Jovens trabalhando em estágio sorrindo

No início do governo de Bolsonaro, em 2019, existiam mais de 200 estatais no país. Contudo, durante seus anos de mandato, o ex-presidente privatizou cerca de um terço dessas empresas, seguindo o plano econômico de seu ministro Paulo Guedes.

Com o início do mandato do presidente Lula, principalmente diante de tantas revisões de processos governamentais, ainda havia muitas dúvidas sobre a decisão de privatização de diversas estatais gigantes, como os Correios e a Dataprev.

Na quinta-feira passada (6), o governo anunciou a retirada de dez empresas estatais da lista do programa de privatização, com o intuito de reforçar o papel delas na oferta de serviços públicos.

10 empresas que escaparam da privatização

Existem dois programas governamentais voltados para a privatização de estatais.

São eles: Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), que se baseia na firmação de parcerias entre estatais e empresas privadas; e o Programa Nacional de Desestatização (PND), que consiste na transferência do poder destas empresas públicas para o setor privado em sua totalidade.

O governo retirou do Programa de Parcerias e Investimentos as seguintes estatais: Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras).

Por outro lado, houve a retirada de sete outras estatais do Programa Nacional de Desestatização. Veja quais são:

  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT);
  • Empresa Brasil de Comunicação (EBC);
  • Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev);
  • Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep);
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro);
  • Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF);
  • Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec).

O que pode significar uma desestatização para o país?

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Uma desestatização se baseia, de maneira simplificada, em redimensionar o poder do governo sobre a economia do país. Assim, quando falamos em uma privatização, é uma ação para tirar responsabilidades e custos do governo e passá-los para uma entidade privada.

Para os defensores deste tipo de medida, empresas estatais consomem muito dinheiro público e aumentam o endividamento. Aqueles que são contra o movimento da privatização tendem a pensar mais sobre o futuro, pois, ao mesmo tempo em que reduz os gastos temporariamente, também perde a arrecadação a longo prazo.

Contudo, também existem aqueles que defendem algum movimento de privatização, mas com parcimônia e muita regulação, a fim de evitar um monopólio privado.

Imagem: Ground Picture / Shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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